Aphra Behn
Escritora e espia inglesa, Aphra Johnson nasceu nas cercanias de Canterbury em 1640. A família partiu rumo à América do Sul em 1663, quando o seu pai, antigo estalajadeiro, aceitou uma oportunidade de negócios no Suriname. Este não resistiu à viagem e faleceu a bordo. A restante família decidiu permanecer algum tempo no Suriname e Aphra apaixonou-se por William Scot, com quem repartiu o fascínio pelo romance L'Astrée, da autoria de Honoré de Urfe. Passaram a tratar-se um ao outro pelos nomes dos protagonistas da obra, Astrea e Celedon.
Regressando a Inglaterra ao fim de seis meses com a família, Aphra casou, em 1664, com um mercador holandês de nome Behn, que morreu no ano a seguir em Londres, como uma das muitas vítimas do surto de peste que assolou a cidade.
Nesse ano de 1665 a Inglaterra e a Holanda entraram em guerra pelas rotas comerciais navais, mas a crescente oposição ao reinado de Carlos II fez com que um grupo de oficiais republicanos ingleses se reunisse no continente pelo lado holandês. William Scot, a grande paixão de Aphra Behn, fazia parte desse número. Receando as proporções que este ato de traição poderiam tomar, Scott informou os lealistas que uma insurreição se preparava. Confirmando a veracidade desta informação, os funcionários reais procuraram encontrar uma forma de reter a fidelidade de Scot, por várias vezes oscilante. Tendo notícia dos amores assolapados deste com Aphra Benn, decidiram então contactá-la.
Aphra Behn foi assim enviada para Antuérpia em julho de 1666, com a missão de contactar Scot, oferecer-lhe um perdão real caso decidisse retornar ao serviço de Carlos II, e colher informações sobre as movimentações das tropas holandesas. Utilizando os seus pseudónimos amorosos nas comunicações por escrito, conseguiram reunir a informação de que os holandeses planeavam enviar a sua armada pela embocadura do Tamisa, e um desembarque de tropas em Harwich. Esta preciosa indicação foi ignorada e o pagamento que havia sido prometido a Aphra Behn nunca se chegou a efetuar. Continuando na Holanda, Aphra Behn teve que empenhar as suas joias e viver de empréstimos até que, no limiar da pobreza absoluta, conseguiu recolher a quantia suficiente para regressar, chegando a Londres em 1667. Incapaz de pagar as suas dívidas, foi condenada à prisão mas, ao cabo de muitas petições ao governo, foi-lhe paga a soma devida. Libertada, dedicou-se à escrita de comédias da ribalta, como Forc´d Marriage (1670), The Rover (1678), False Count (1682) e The Rounheads (1682). Em Oroonoko, Or The History Of The Royal Slave (1688), recordava as suas experiências no Suriname.
Considerada a primeira escritora profissional inglesa, Aphra Behn faleceu a 16 de abril de 1689. Os seus restos mortais foram sepultados na Abadia de Westminster, o panteão britânico.
Regressando a Inglaterra ao fim de seis meses com a família, Aphra casou, em 1664, com um mercador holandês de nome Behn, que morreu no ano a seguir em Londres, como uma das muitas vítimas do surto de peste que assolou a cidade.
Aphra Behn foi assim enviada para Antuérpia em julho de 1666, com a missão de contactar Scot, oferecer-lhe um perdão real caso decidisse retornar ao serviço de Carlos II, e colher informações sobre as movimentações das tropas holandesas. Utilizando os seus pseudónimos amorosos nas comunicações por escrito, conseguiram reunir a informação de que os holandeses planeavam enviar a sua armada pela embocadura do Tamisa, e um desembarque de tropas em Harwich. Esta preciosa indicação foi ignorada e o pagamento que havia sido prometido a Aphra Behn nunca se chegou a efetuar. Continuando na Holanda, Aphra Behn teve que empenhar as suas joias e viver de empréstimos até que, no limiar da pobreza absoluta, conseguiu recolher a quantia suficiente para regressar, chegando a Londres em 1667. Incapaz de pagar as suas dívidas, foi condenada à prisão mas, ao cabo de muitas petições ao governo, foi-lhe paga a soma devida. Libertada, dedicou-se à escrita de comédias da ribalta, como Forc´d Marriage (1670), The Rover (1678), False Count (1682) e The Rounheads (1682). Em Oroonoko, Or The History Of The Royal Slave (1688), recordava as suas experiências no Suriname.
Considerada a primeira escritora profissional inglesa, Aphra Behn faleceu a 16 de abril de 1689. Os seus restos mortais foram sepultados na Abadia de Westminster, o panteão britânico.
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Como referenciar
Aphra Behn na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$aphra-behn [visualizado em 2026-06-07 10:40:04].
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