Arcádio

Imperador romano do Oriente (?-408) entre 395 e 408, da casa de Teodósio. Arcádio foi um imperador apagado, dominado por todos e sem qualquer obra digna de registo no seu império, mergulhado numa corte faustosa e difícil.
Como filho mais velho de Teodósio I, Flávio Arcádio foi logo na infância considerado seu sucessor e em 383 recebeu, ainda criança, o título de Augusto. O seu tutor foi o filósofo Temístio. Quando se soube da notícia da morte de Teodósio em Milão, em janeiro de 395, Arcádio ascendeu ao trono de Constantinopla. Apesar de ter o título de Augusto há mais tempo que o seu irmão mais novo Honório, que governava no Ocidente, Arcádio nunca mais conseguiria livrar-se da influência de outras figuras no Império, o que o tornou um imperador "fantoche".
Em 27 de novembro de 395 o prefeito do Pretório Rufino foi assassinado pelas suas tropas na presença do imperador, gesto que contribuíu para fazer aumentar a influência de Eutrópio, um eunuco que era o Camareiro Mor do imperador, com o qual privava e sobre ele exercia um grande poder. Quatro anos mais tarde, este chefe dos eunucos foi ele próprio assassinado por ordem da imperatriz Eudóxia (cujo casamento com Arcádio tinha sido imposto pelo próprio Eutrópio). Eudóxia morreu em 404, o que catapultou Antémio, prefeito do Pretório, para a mais alta esfera de influência sobre Arcádio. De facto, este não se libertou também de Antémio nos seus últimos anos de império. A supremacia de Antémio na corte imperial do Oriente passou para além da morte de Arcádio, que ocorreu em 1 de maio de 408.
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