Armistício da Primeira Grande Guerra

O Armistício, assinado a 11 de novembro de 1918 em Compiègne, pôs fim à Primeira Guerra Mundial e marcou a derrota das forças germânicas e seus aliados.

A guerra resolveu-se no Ocidente com a entrada em cena da guerra submarina.
A partir de fevereiro de 1917 os Estados Unidos da América cortaram quaisquer relações diplomáticas com a Alemanha e a 6 de abril entraram em guerra do lado dos Aliados.
A entrada dos americanos revelou-se vital para os Aliados, em dificuldades devido ao abandono da guerra por parte da Rússia, após a revolução bolchevique desse mesmo ano (outubro de 1917).

A 18 de julho e a 11 de agosto de 1918 os Aliados tiveram um estrondoso sucesso entre Reims e Soissons e empurraram as tropas imperiais para uma guerra defensiva, induzindo o marechal Ludendorff a pedir o final da guerra a 14 de agosto de 1918.

A 29 de setembro, Hindenburg e Ludendorff apresentaram uma proposta de armistício. No dia 30 do mesmo mês, a Bulgária conseguiu também um armistício.

Seguidamente, a 3 e 4 de outubro, o governo alemão propôs um armistício na voz de Maximiliano da Baviera, dirigido ao presidente norte-americano T. W. Wilson.
Este, contudo, impunha como condição sine qua non a existência de um governo democrático na Alemanha.

A proposta austríaca de armistício de 27 de outubro conduziu à queda da monarquia em Viena, e a 30 desse mês foi a vez da Turquia depor as armas e assumir a derrota.

Entretanto, o governo alemão fora entregue por Maximiliano da Baviera a Friedrich Ebert (1871-1925), e Philipp Scheideman (1865-1939), que proclamou a República (julho de 1919).

Guilherme II, que reinou entre 1888 e 1918, partiu para o exílio, sendo então assinado o armistício que punha um ponto final a esta guerra, mas não aos conflitos no seio da Europa Ocidental.
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