Arsínoe

Nome de várias princesas da dinastia dos Ptolemeus ou Lágidas, que governou o Egito entre 305 e 30 a. C. Arsínoe II (. 316-270 a. C.), filha de Ptolemeu I Sóter e de Berenice, esposa, sucessivamente, do general Lísimaco, companheiro de Alexandre, Ptolemeu Cerauno, irmão deste último, e do seu próprio irmão Ptolemeu II Filadelfo ("o que ama a irmã", em grego) alcançando com este matrimónio o estatuto de rainha. Ptolemeu II renunciara a Arsinoe I, sua primeira esposa, para casar com a sua irmã. Ptolemeu II reinou entre 285 e 246 a. C.
Arsínoe II deu um novo alento à corte egípcia e à dinastia lágida, com forte influência sobre seu marido e uma atitude política inteligente fez com o reino se expandisse para lá dos limites históricos do Egito Antigo. Verdadeira rainha, estimulou a organização financeira do reino, impondo austeridade mas também fausto quando era possível, principalmente ao nível religioso, numa época em que os cultos egípcios antigos estavam a ser assimilados e reformulados pelos Macedónios lágidas, como sucedia com a deusa Ísis e seu esposo Osíris, além de Ápis, entre outros. Alexandria conheceu um grande desenvolvimento com Arsínoe II, que quis fazer dela a grande cidade grega no Egito. Profundamente ligada ao marido e irmão, como rainha, esposa, conselheira, foi muitas vezes comparada a Hera e até Afrodite, como Ptolemeu II foi comparado a Zeus, pelos antigos. A morte do marido foi um golpe profundo para a rainha, que o lamentou todo o resto da sua vida. Também os Gregos e Egípcios a veneraram, como o marido fizera em vida, como uma deusa, com culto e sacerdotisas, erguendo-lhe templos e santuários em todo o Egito, cunhando-se também moedas com a sua efígie, em Alexandria. A cidade de Méris, depois da morte da rainha, passou a chamar-se de Arsinópolis, além de que foi cantada por poetas famosos no seu tempo, como Calímaco. Foi a mais importante rainha lágida antes da célebre Cleópatra VII, além de ter sido uma das figuras mais importantes da dinastia Ptolemaica.
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