As Escarpas do Medo

No prefácio à 3.a edição ("A Palavra e a Imagem"), Luís Cajão explica o que existe nesta narrativa de virtualidade cinematográfica: "primeiro, e naturalmente, a ação; depois, um dado espírito de ar livre, de rusticidade e aventura; a crueza de um ou outro lance; o agreste das figuras e ambientes; enfim a peculiaridade do tema que por ser português tenderia talvez a ser universal". Avulta, assim, um realismo cunhado sobre uma perspetiva cinematográfica, nos seus ângulos de visão, encadeamento das cenas, objetividade, diálogos, e que, evocando um ambiente natural e humano agrestes e rudes, reconstitui um espaço social cuja atividade económica principal, o contrabando, impõe o risco e o desafio da morte como condição de sobrevivência.
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