Assurbanipal I
Assurbanipal retomou a guerra iniciada por seu pai contra os inimigos egípcios, acabando por conquistar o Egito.
Em 666 a. C., na sua primeira expedição à terra inimiga, Assurbanípal e os seus homens confiscaram o Delta, tornando-se os seus senhores, e conquistaram Mênfis e Tebas. Expulsos pouco tempo depois por uma revolta nacional, Assurbanípal enviou um novo exército que obrigou o faraó Tanutamon a fugir para a Etiópia.
Perante isto, o rei assírio reconquistou Tebas, acabando por a destruir em 663 a. C.
Porém, tendo em conta a vastidão do Ímpério Assírio, Assurbanípal viu-se obrigado a defender todas as suas fronteiras e a defender-se contra as revoltas que iam surgindo no interior do seu Império. Assim, depois de longos anos conseguiu aniquilar o reino de Elam no Norte, junto ao Golfo Pérsico; combateu os Árabes do deserto e alguns povos indo-europeus como os Medos, os Cimerianos e os Citas.
Em 654 a. C., o faraó do Egito expulsou os assírios recuperando, assim, a sua independência e Assurbanípal não quis voltar a reconquistá-lo, embora o comércio entre os dois países se continuasse a desenvolver como antes.
Anos mais tarde (648 a. C.), este rei teve de enfrentar a sublevação do rei da Babilónia, seu irmão, acabando por castigar a cidade, onde o irmão acabou por falecer no incêndio do seu palácio.
Em 640 a. C. conquistou, finalmente, o Elam ou Elão, destruindo a sua capital (Susa).
Todas estas campanhas não impediram Assurbanípal de ser um grande impulsionador da arte, ciência e literatura. No seu palácio da capital da Assíria, Nínive, magnífico pela qualidade dos seus relevos, este rei empreendeu uma verdadeira obra cultural, construindo uma biblioteca onde foram encontradas milhares de tábuas gravadas em escrita cuneiforme que guardavam todo o saber da Mesopotâmia.
Depois da sua morte no palácio de Nínive, o Império Assírio entrou em decadência, não conseguindo, os seus sucessores, recuperar o esplendor dos velhos tempos e evitar a sua desagregação.
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