Augusto Inácio

Treinador de futebol português, Augusto Soares Inácio nasceu a 1 de fevereiro de 1955, em Lisboa, e deu início à sua carreira de técnico de futebol em 1989, quando tomou conta da equipa de juniores do Futebol Clube do Porto. No entanto, os seus primeiros passos na modalidade foram dados no Sporting Clube de Portugal, clube do qual sempre disse ser adepto e onde entrou com doze anos para representar a equipa nas camadas jovens.
Oficialmente, a sua estreia ocorreu apenas em 1971 e, depois de passar por todos os escalões da equipa, impôs-se como titular da formação principal do Sporting em 1978, como defesa-esquerdo. No entanto, já dois anos antes se tinha estreado pela seleção nacional num jogo contra o Chipre que contava para o apuramento para o Mundial de 1978 na Argentina.
Na época 1979/1980 conquistou pela primeira vez o campeonato nacional da I Divisão, numa altura em que o Sporting era treinado por Fernando Mendes. Três anos depois repetiu a façanha, com a equipa a ser treinada pelo inglês Malcolm Allison. No entanto, no final da temporada resolveu trocar o Sporting pelo Futebol Clube do Porto, clube que lhe ofereceu um melhor salário. Esteve sete anos no clube portuense, onde conquistou três campeonatos de Portugal (1984, 1985 e 1987), a Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1987 e a Taça Intercontinental em 1988. Entretanto, representou Portugal por 25 vezes, tendo realizado o último jogo pela seleção no Mundial do México, em 1986.
No final da época 1988/1989, deixou de jogar futebol e passou a ser treinador, tendo começado por orientar a equipa de juniores do Futebol Clube do Porto. Abandonou o clube das Antas em 1991/1992 para passar a orientar a equipa principal do Rio Ave, na II Divisão de Honra, mas regressou ao Futebol Clube do Porto logo um ano depois, onde desempenhou a função de treinador-adjunto durante quatro épocas. Voltou a sair das Antas em 1996 para ser treinador principal de novo de uma equipa da II Divisão, no caso o Felgueiras. Ainda durante a temporada 1996/1997, Inácio trocou o Felgueiras por uma equipa da I Divisão, o Marítimo, onde fez os últimos catorze jogos da época e ficou em oitavo lugar.
Na época seguinte, levou o Marítimo a fazer um campeonato brilhante e o clube da Madeira acabou por ficar em quinto lugar, o melhor do seu historial, o que valeu o apuramento para as competições europeias. No entanto, foi substituído a meio da temporada seguinte por outro treinador. Ainda nessa época, orientou o Chaves, mas não conseguiu evitar que o clube de Trás-os-Montes descesse à II Liga.
Na época de 1999/2000, regressou ao seu clube de sempre, o Sporting, onde substituiu, a partir da sexta jornada, o treinador italiano Giuseppe Matterazzi. Augusto Inácio ainda foi a tempo de levar a equipa ao título nacional, algo que já não acontecia desde 1982, precisamente o ano em que trocou o Sporting pelo Futebol Clube do Porto. Os seus tempos de glória duraram pouco em Alvalade já que a meio da época seguinte foi afastado do comando da equipa devido aos maus resultados.
Em 2003/04, começou a época no Vitória de Guimarães, que havia treinado nas duas épocas anteriores com bons resultados. Porém, Inácio não resistiu ao mau início da equipa e foi despedido. Durante a mesma temporada, foi contratado pelo Belenenses com o objetivo de alcançar a manutenção do clube na Superliga.
Depois de algum tempo sem treinar, foi contratado pelo Beira-Mar na época de 2004/05, não tendo conseguido evitar a descida do Beira-Mar à Segunda Liga. Manteve-se no clube e conseguiu, na época seguinte, subir o clube de Aveiro à divisão principal do futebol Português. Para além do título de campeão nacional da Liga de Honra 2005/06, o Beira-Mar recebeu também o prémio de «Fair-Play», atribuído pela Liga de Clubes de Futebol Profissional. Augusto Inácio iniciou a época de 2006/07 como treinador do mesmo clube.
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