Auto da Lusitânia (farsa)

Representado ao rei D. João III, aquando do nascimento de seu filho D. Manuel, no ano de 1532.

Personagens: Lediça, Mãe e Pai de Lediça, Cortesão, Saulinho e Jacob; Lisibea, Lusitânia, Portugal, maio, Vénus, Verecinta, Februa, Juno, Dinato, Berzebu, Todo o Mundo e Ninguém.

Argumento: Esta peça de Gil Vicente é composta por duas partes. Na primeira parte é representada a vida de uma família judaica de Lisboa. Lediça, a filha do judeu, encontra-se sozinha na oficina quando um cortesão entra na loja e lhe dirige galanteios. A entrada do pai e de Jacob (um amigo) interrompem a conversa.
A segunda parte aborda a origem mítica de Portugal. Da união entre a ninfa Lisibea e o Sol nasce Lusitânia, que herda a beleza materna. Lusitânia desperta em Portugal, um caçador grego, profundo interesse. A ninfa sente ciúmes da filha, morre, e é enterrada no local onde se veio a edificar a cidade de Lisboa. Assiste-se posteriormente ao casamento de Portugal com a princesa Lusitânia.
Dinato e Berzebu, encarregues de relatar a Lúcifer tudo o que se passa, escutam o diálogo entre Todo o Mundo e Ninguém. Berzebu conclui com a célebre frase "Todo o Mundo é mentiroso e Ninguém diz a verdade.".
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