Barca Solar

Nome por que era conhecida a embarcação usada pelos deuses do Antigo Egito para "viajar", diferindo de acordo com a divindade. Sendo o Egito um "dom do Nilo", como referia Heródoto, tendo como principal meio de transporte as embarcações, era de todo natural que os seus deuses também se deslocassem entre templos e santuários de barca, assim como os faraós acabados de morrer e de serem colocados em sarcófagos, prontos para a grande viagem da eternidade, até ao "outro mundo". Foram usadas principalmente no Império Antigo (c. 2660-c. 2180 a. C.). A "barca solar" só servia para deuses, mas com destaque para Rè, o deus sol (vulgarmente ), que usava a barca solar para viajar nos céus, conforme acreditavam os Antigos Egípcios. Existiam dois tipos de barcas solares, uma para o dia (mandet) e outra para a noite (mesektet). É pois possível que as várias barcas solares descobertas nas pirâmides de Giza, como na de Khufu (ou Quéops, barca que foi reconstruída e é hoje exibida in situ) tivessem essa função, mais que simbólica, de permitir a viagem do faraó no outro mundo junto do seu divino pai Rè. Outras grandes barcas solares foram encontradas em templos solares entre Giza e Saqqara, mas desta feita em tijolo, apresentando grandes dimensões porém. A barca solar de Userkaf, por exemplo, media cerca de 30 metros de comprimento, em tijolo. As diferenças estilísticas das barcas solares eram definidas pelo culto a que se destinavam, com proas ou popa variáveis, esquemas iconográficos distintos, cabinas e remos também diferentes, como os mastros, ainda.
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