Bizâncio versus Islão

Bizâncio sofreu as ameaças do mundo islâmico devido, principalmente, à sua má política religiosa relativamente às províncias orientais. Este facto contribuiu, em larga medida, para uma rápida conquista pelos Árabes. Assim, entre 635 e 650, os muçulmanos conquistaram a Síria, a Palestina, o Egito, antes de atacarem Constantinopla, de 674 a 678, embora a incursão não tenha alcançado sucesso. Já no fim do século conseguiram impor-se na África do Norte bizantina.
O Império Bizantino nunca contou com o facto de o Islão ser tão poderoso e subestimaram sempre o inimigo. Para além disso, encontrava-se esgotado devido às lutas que travara com outros impérios, nomeadamente com o Império Sassânida, em 628, pela posse do Próximo Oriente. Encontrava-se igualmente enfraquecido pelas suas querelas internas e, portanto, mais vulnerável às investidas dos muçulmanos. As grandes controvérsias religiosas marcaram o Império Bizantino sob Heraclio e passaram à história pela violência das perseguições levadas a cabo pelos ortodoxos de Constantinopla contra os monofisitas e os jacobitas da Síria e do Egito. Aproveitando estas lutas, os muçulmanos acabaram por conquistar estas duas importantes províncias bizantinas.
O maior impedimento que os muçulmanos encontraram na conquista do mundo bizantino foi a difícil transponibilidade das montanhas do Taurus, na atual Turquia. As incursões dos omíadas em províncias bizantinas caracterizaram-se mais por pequenos ataques do que por verdadeiras guerras de conquista. Contam-se algumas sedições a Constantinopla em 668, de 674 a 680 e de 716 a 718, embora sem que os muçulmanos tenham alcançado qualquer sucesso.
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