Busíris

Lenda de origem grega acerca de um pretenso faraó desconhecido até aos dias de hoje, pois não surge mencionado em qualquer lista de reis das várias dinastias do Antigo Egito. Poderá ser, quando muito, uma forma grega do nome do deus egípcio Osíris. Busíris é recordado na mitologia grega como filho de Posídon, deus do mar, colocado a governar o Egito pelo próprio Osíris, quando este deus do Antigo Egito encetou a sua volta à Terra. Tirânico, despótico, Busíris atraiu para o Egito, no seu governo, o flagelo da fome das más colheitas, pelo que para aplacar a fúria dos deuses e recuperar a fama de "celeiro do mundo" que era dada ao país, um adivinho lhe recomendou o sacrifício de um estrangeiro por ano. O herói grego Héracles (ou Hércules), um "estrangeiro", ao passar pelo Egito foi assim capturado às ordens de Busíris, que o mandou envolver em faixas e apresentar como sacrificado aos deuses. A valentia do semideus grego sobrepôs-se e fez com que se libertasse da prisão de Busíris, que acabou por ser morto por Héracles, que eliminou todos os que queriam assistir ao seu suplício sacrificial.
Outros atribuem uma significação toponímica ao termo Busíris, que etimologicamente significaria "o lugar de Osíris". O topónimo existiu no Antigo Egito, com efeito, à parte a lenda, durante o Período Greco-Romano 332 a. C. - 395 d. C. Correspondia à antiga localidade egípcia de Djedu, no Delta (Baixo Egito), um dos lugares que reclamavam a "posse" de um dos bocados do corpo de Osíris retalhados por seu irmão Set. No caso, a espinha dorsal do deus, cultuada como o Pilar de Djed.
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