Cafu

Futebolista brasileiro nascido a 7 de junho de 1970, em São Paulo, no Brasil, com o nome de Marcos Evangelista de Moraes. Vivia no seio de uma família com poucas posses no bairro Jardim Irene, nos arredores de São Paulo, uma zona muito pobre e perigosa. Tal como os irmãos, tinha o sonho de ser jogador de futebol, mas quando quis começar a jogar oficialmente foi rejeitado por vários clubes, como o Corinthians e o Atlético Mineiro. Acabou por ir parar ao Itaquaquecetuba, da terceira divisão brasileira, e foi aí que ganhou a alcunha Cafu. O treinador, ao constatar que ele tinha características similares a um jogador dos anos 70 chamado Cafuringa, disse-lhe que se ia passar a chamar Cafu.
Acabou por se destacar ao serviço do Itaquaquecetuba e, aos 19 anos, foi contratado pelo São Paulo, um dos maiores clubes brasileiros, onde esteve até 1994. Apesar de ser defesa-direito, a sua versatilidade em campo levou a que atuasse em diversas posições. Ao serviço do São Paulo, veio a conquistar o campeonato paulista, a Taça Libertadores (onde atuam os campeões da América do Sul) e o Mundial Interclubes.
Entretanto, a 12 de setembro de 1990, estreou-se a jogar pela seleção brasileira, num jogo particular, em que a sua equipa perdeu em casa por 3-0 com a Espanha. Nesta época esteve para ir jogar para o Real Madrid, de Espanha, mas acabou por ser adquirido pela empresa Parmalat, que geria o Palmeiras, do Brasil, e o Parma, de Itália. No entanto, quando em 1994 saiu do São Paulo, foi para representar o Saragoça, de Espanha, onde só esteve seis meses, mas com tempo para ganhar a Taça das Taças.
Nesse mesmo ano foi convocado para representar a seleção brasileira no Mundial de Futebol dos Estados Unidos da América. Apesar de nem sempre ser titular, sagrou-se campeão do Mundo, tendo jogado na final em que o Brasil derrotou a Itália.
Entretanto, após ter saído do Saragoça regressou ao Brasil e, em 1995, representou o Juventude de Caxias. Esteve pouco tempo neste clube mediano, já que nesse mesmo ano passou a representar o Palmeiras, onde se manteve até 1997. Foi então que se tornou titular indiscutível na seleção brasileira. Ainda na época 1997-1998, foi contratado pelo Roma, um dos grandes clubes italianos, onde atuou quase sempre como defesa-direito, mas com tendências ofensivas.
Em 1998, foi novamente convocado para representar o Brasil num Campeonato do Mundo, desta vez em França. Titular da seleção, mais uma vez jogou na final, mas o Brasil foi derrotado pela França por 3-0.
A nível de clubes Cafu continuou a representar o Roma, clube pelo qual se sagrou campeão de Itália em 2000/2001. Na época 2003/04, passou a representar o AC Milan, campeão europeu em título. Logo nessa temporada, sagrou-se campeão de Itália.
Paralelamente, manteve-se sempre como titular na seleção brasileira e, em 2002, voltou a representar o seu país num campeonato do Mundo, que teve lugar na Coreia do Sul e Japão. Nomeado capitão de equipa, foi de novo campeão do Mundo e jogou a final em que o Brasil derrotou a Alemanha. Assim, Cafu jogou consecutivamente três finais de campeonatos do mundo, feito único na história do futebol, o que levou a que passasse a figurar no Livro de Recordes Guiness.
Aos 36 anos, Cafu foi convocado para representar o Brasil no Mundial 2006, na Alemanha.
Paralelamente à carreira de futebolista, criou juntamente com a família a Fundação Cafu Alimentando Sonhos, destinada a ajudar crianças carenciadas do Bairro Jardim Irene.
Como referenciar: Porto Editora – Cafu na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-20 21:47:25]. Disponível em