Campanha da Turquia

A entrada da Turquia na Primeira Grande Guerra, ocorrida a 1 de novembro de 1914, ao lado dos impérios centrais, cortou as principais ligações da Rússia ao exterior, deixando-lhe apenas as precárias e vigiadas passagens de Vladivostoque, Arkhangelsk e do mar Báltico; por outro lado, ameaçava os contactos da França e da Inglaterra com o Extremo Oriente pelo canal de Suez.
Para evitar este perigo, a Inglaterra interveio no Egito, transformando-o, a 14 de dezembro de 1914, num protetorado. Nessa altura, a Rússia iniciou uma ofensiva com o seu exército do Cáucaso e invadiu a Arménia. A sul, no dia 3 de fevereiro de 1915, os turcos tentaram, sem sucesso, a passagem do Suez. Conseguiram, no entanto, uma importante vitória na Mesopotâmia.
No dia 22 de novembro bateram o general Towsend que marchava sobre Bagdade e bloquearam-no em Kut el-Amara, onde o obrigaram, a 29 de abril de 1916, a capitular.
A chegada do grão-duque Nicolas à frente caucasiana reanimou os combates ao Norte da Ásia Menor. Os turcos perderam Erzerum, Trebizonda, entre outras cidades sendo salvos, nesta frente, pela queda do czar na Rússia. De qualquer modo, há algum tempo que os turcos vinham a recuar perante os exércitos ingleses que avançavam na Pérsia, Mesopotâmia e Palestina. O general Maud vingou em Kut el-Amara, a 26 de fevereiro de 1917, a derrota de Townsend; entrou em Bagdade a 11 de março e dirigiu-se para Mossul, após a junção com os russos. Na Palestina e na Síria sucediam-se as vitórias aliadas (Jerusalém, Naplouse, Damasco). A capitulação da Bulgária abriu a Franchet d'Esperey a estrada de Constantinopla. A Turquia, esgotada, pediu o armistício, que foi assinado em Moudros, a 30 de outubro de 1917.
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