Capitania de Bissau

Em 1456, Diogo Gomes descobre a ilha e cidade de Bissau.
Contudo, foi só no século XVI que os portugueses resolveram criar em Bissau uma povoação de reduzidas dimensões e estritamente ligada ao comércio. Porém, face às ameaças dos temíveis concorrentes franceses, nos finais do século XVII Portugal resolveu instalar-se oficialmente em Bissau.
Após a autorização do rei de Angola, em 1687 os portugueses construíram um forte em Bissau e, mais tarde, em 1692 constituíram a Capitania de Bissau, sendo nomeado em 1696 seu capitão-mor, José Pinheiro da Câmara. Neste ano deu-se início à construção da fortaleza. Porém, em 1700, os franceses, ciosos de se usurparem de Bissau, iniciaram conversações com os chefes autóctones, na tentativa de lhes causar boa impressão e de caírem nas suas graças. Uma vez falhada esta tentativa, D. João V, em 1708, deu ordem para demolir a fortaleza e extinguir a capitania, deixando caminho aberto aos franceses que não desistiam, após várias tentativas falhadas, de se instalarem no local.
Só em 1753, durante o reinado de D. José, é que a capitania de Bissau foi restabelecida, sendo nomeado para a sua chefia Nicolau de Pina Araújo que ficaria dependente do capitão-mor de Cacheu. Em 1766 deu-se, assim, início à construção da nova fortaleza conhecida por Fortaleza de S. José de Bissau e que, ainda hoje, subsiste.
Em 1835, o distrito da Guiné foi transformado em comarca com sede em Bissau e entre 1842 e 1852 foi estabelecido que Cacheu seria um distrito autónomo. Em 1852 foi restabelecida a união do governo, com sede em Bissau que foi elevada a vila e, em 1855, teve a primeira comissão municipal da Guiné.
Em 1879 a Guiné separou-se administrativamente de Cabo Verde e a capital foi transferida para Bolama.
Finalmente, em 1913 Teixeira Pinto restabeleceu a paz em Bissau e, em 1914, foi elevada à categoria de cidade. Este processo terminou em 1941, quando Bissau passou de novo a ser a capital da Guiné.
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