Capitania Geral de Moçambique

Segundo a historiografia dos Descobrimentos, terá sido Pero da Covilhã o primeiro navegador português que contactou com esta província (1490) nas suas viagens de reconhecimento e de recolha de informações para D. João III.
A partir desta altura, tendo reconhecido o ponto estratégico que representava este território para futuras trocas comerciais, os portugueses nunca mais se afastaram de Moçambique.
O domínio português neste território foi feito através das capitanias e feitorias e começou quando se estabeleceram as feitorias de Sofala e Moçambique. Desde o século XVII até finais do século XVIII, as possessões portuguesas na costa oriental da África entram em decadência.
Ligada a uma metrópole assolada por problemas de vária ordem, ligada à Índia que desde há algum tempo entrara em decadência, postas de lado as esperanças de encontrar os tãos desejados filões de ouro e prata na região de Monomotapa, Moçambique sofria ainda as constantes ameaças dos franceses, ingleses e holandeses. Mediante estes contratempos, Portugal resolveu organizar o comércio do marfim, desenvolver o sistema dos prazos dominiais, fixar os colonos e dar início à exploração agrícola criando, para isso, juntas e companhias comerciais. O comércio de escravos passou a ser a base da economia, sendo levados para o Brasil.
Só com o governo de Pombal é que esta colónia volta a ter uma vida própria.
É, assim, que em 1752 é criada a Capitania-Geral de Moçambique independente do Governo da Índia, sob autoridade do Reino de Portugal. Porém, só em 1763 é que a colónia recebe o seu estatuto próprio.
Em 1771 é estabelecida, em Lourenço Marques, uma feitoria comercial e militar austríaca. É a partir daqui que o domínio português se estabelece mais decisivamente neste local, sendo construídos um presídio e uma fortaleza. É também nesta altura que se inicia entre os colonos de Moçambique a cultura do café, mandioca, cana-de-açúcar, etc.
Como referenciar: Capitania Geral de Moçambique in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 03:27:40]. Disponível na Internet: