Centro Democrático Social (CDS)

Partido político criado em 1975, reclama-se da democracia cristã e, sendo embora um partido de direita parlamentar e aspire a congregar à sua volta todas as forças de direita democrática, foi sempre olhado com desconfiança pelos partidos da esquerda e extrema-esquerda, que nele viam uma manifestação de saudosismo do regime salazarista. O seu primeiro Congresso, em janeiro de 1975, no Porto, num momento de ascensão das forças de esquerda e nomeadamente de extrema-esquerda, deu azo a incidentes de certa gravidade. No entanto, embora contando nas suas fileiras figuras importantes herdadas do salazarismo (por exemplo, o antigo ministro Adriano Moreira), moveu-se sempre dentro das normas do regime de democracia representativa, obtendo variável representação parlamentar e participando em governos de coligação, ora com o PSD, ora com o PS. Depois de reduzido a fraquíssima representação parlamentar durante alguns anos, obteve considerável melhoria de resultados nas eleições de 1995, mercê sobretudo de um discurso populista, nacionalista e anti-europeísta (protagonizado particularmente pelo seu líder na altura, Manuel Monteiro). Uma das suas figuras históricas mais significativas, não só pelo papel determinante que, com Adelino Amaro da Costa, desempenhou na sua fundação, mas ainda pela sua longa liderança, foi Diogo Freitas do Amaral, conceituado jurista, parlamentar e ministro, candidato derrotado à Presidência da República, que viria a abandonar a política partidária, tendo sido Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 1998, após conflitos com a direção de Manuel Monteiro, Paulo Portas foi eleito presidente do partido.
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