Chaves


Aspetos Geográficos
O concelho de Chaves, do distrito de Vila Real, localiza-se nas margens do rio Tâmega, a cerca de 8 quilómetros da fronteira de Vila Verde da Raia. É limitado a sul pelo concelho de Vila Pouca de Aguiar, a este pelos concelhos de Valpaços e Vinhais, a sudeste pelo de Valpaços, a oeste pelos concelhos de Montalegre e Boticas e a norte pela província da Galiza (Espanha).

O rio Tâmega, importante afluente do Douro, desde sempre influenciou o desenvolvimento do concelho, quer pelo vale onde corre, quer pela fértil veiga que atravessa.

O concelho de Chaves ocupa uma área de 591,3 km2, na qual se distribuem 51 freguesias: Águas Frias, Anelhe, Arcosso, Bobadela, Bustelo, Calvão, Cela, Cimo de Vila de Castanheira, Curalha, Eiras, Ervededo, Faiões, Lama de Arcos, Loivos, Madalena, Mairos, Moreiras, Nogueira da Montanha, Oucidres, Oura, Outeiro Seco, Paradela, Povoa de Agrações, Redondelo, Roriz, Samaiões, Sanfins, Sanjurge, Santa Cruz - Trindade, Santa Leocádia, Santa Maria Maior, Santo António de Monforte, Santo Estêvão, São Julião de Montenegro, São Pedro de Agostém, São Vicente, Seara Velha, Selhariz, Soutelinho da Raia, Soutelo, Travancas, Tronco, Vale de Anta, Vidago, Vila Verde da Raia, Vilar de Nantes, Vilarelho da Raia, Vilarinho das Paranheiras, Vilas Boas, Vilela do Tâmega e Vilela Seca.

Em 2005 o concelho apresentava 43 667 habitantes. O natural ou habitante de Chaves denomina-se flaviense.

História e Monumentos

Povoamento que remonta à Pré-História, Chaves foi ocupada pelos Romanos, pelos Bárbaros e pelos Mouros, só sendo considerada cidade portuguesa no século XII.

Do seu importante património arquitetónico destacam-se o castelo medieval de Chaves e a sua imponente torre de menagem; a ponte romana de Chaves - Ponte de Trajano (séc. I) -; a Igreja Matriz (séc. XII), em Santa Maria Maior; a Igreja da Madalena (séc. XVIII); a Igreja da Misericórdia (séc. XVII); a Igreja da Senhora da Azinheira (séc. XIII), em Outeiro Seco; a Capela de Santa Cabeça (séc. XVIII); a Capela do Senhor do Calvário (séc. XVII); a Igreja de S. Julião, em S. Julião de Montenegro e o Castelo de Monforte do Rio Livre (séc. XIV), em Águas Frias.

Tradições, Lendas e Curiosidades

Realizam-se diversas festas neste concelho, como: as festas da Cidade de Chaves; a de S. Bernardino, a de Casas Novas-Redondelo (20 de maio); a de S. Pedro de Agostém (31 de maio); a de S. Caetano, a do Couto de Ervededo (segundo domingo de agosto); a de Nossa Senhora da Assunção, Vilela Seca (15 de agosto); a do Senhor das Almas, Vilarelho da Raia (primeiro domingo de setembro); a de Nossa Senhora da Azinheira, Outeiro Seco (8 de setembro), e a de Nossa Senhora Aparecida, Calvão (segundo domingo de setembro). Também se realizam a feira anual de S. Simão, em Vidago (28 de outubro) e a Feira dos Santos em Chaves (30 e 31 de outubro). O Feriado Municipal é a 8 de julho.

No artesanato destacam-se os barros pretos, os cestos de Vilar de Nantes e as mantas e coberturas de Soutelo.

Economia

O turismo é uma das atividades económicas mais importantes no concelho, nomeadamente com as Termas de Chaves (Caldas de Chaves), em que a água sai a 73 ºC, sendo a mais quente da Península Ibérica. As Termas de Vidago são outra importante referência turística.

A criação de gado suíno, base dos famosos presuntos de Chaves, é também outra atividade a considerar. Para além da salsicharia, a atividade industrial e artesanal está muito associada às cerâmicas e ao fabrico de mantas, cobertores e cestos.

A encruzilhada de comunicações rodoviárias para Braga, Bragança e Espanha, a atração exercida pelas termas, associadas ao turismo, e a intensa atividade comercial e, em alguns domínios, industrial revelam o dinamismo económico deste concelho.
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