ciclo de materiais

A atividade da Terra é incessante, pois em todas as suas camadas, do núcleo à mais alta atmosfera, se verificam movimentos contínuos. Estes são mais evidentes nas suas camadas mais superficiais, na atmosfera, na superfície dos continentes e nos oceanos, pois são aquelas em que se acolhe a vida. Os átomos e moléculas constituintes deste sistema dinâmico não são fixos. Circulam através de diferentes formas na crosta terrestre, no mar, nos rios e lagos, glaciares, nos solos, no ar e na biosfera.
Elementos como o oxigénio, o hidrogénio, o azoto, o carbono, o enxofre, o fósforo e os metais pesados são indispensáveis para a formação das moléculas orgânicas. A sua disponibilidade não foi nem é sempre a mesma e foi evoluindo no decorrer dos tempos, acompanhando o desenvolvimento da vida. As primeiras bactérias devem ter-se desenvolvido numa atmosfera em que o oxigénio estaria ausente. A aparição de algas fotossintéticas, que libertavam para a atmosfera oxigénio como produto não aproveitado da fotossíntese foi permitindo a formação progressiva de uma atmosfera como aquela em que hoje vivemos.
Os cientistas que estudam a circulação e interação dos elementos na natureza concluíram no decorrer do século XX que todos os elementos descrevem ciclos e passam de um local para outro para regressar finalmente ao local inicial.
Neste processo, os seres vivos, ou, se quisermos, a vida desempenha um papel preponderante de tal maneira que o futuro das diversas moléculas não é condicionado pelas leis da química mineral mas pelos fenómenos vitais dos seres vivos.
Atualmente as atividades humanas perturbam os ciclos de materiais em função da utilização não racional e intensiva de adubos, combustíveis fósseis, jazigos minerais, fabrico de moléculas artificiais por vezes tóxicas e pela aplicação da engenharia genética.
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