Címon

Apesar de ter sido um político e general ateniense, nasceu em Quersoneso Trácico em 510 a. C., vindo a falecer em Cício, Chipre, em 449 a. C. O seu pai, Milcíades, tinha partido para Atenas em 493 a. C., tendo-se aí afirmado na vida política nos anos subsquentes à guerra contra os Persas. Em 479, foi várias vezes estratega graças aos favores das massas populares, devido ao prestígio familiar e às generosas intervenções na vida pública.
Prosseguindo a política conservadora e pró-espartana do pai, Címon deu um cunho marcadamente anti-persa ao período referido pelos modernos historiadores como pentecontaetia (478-431), isto é "período de 50 anos" (os que se seguiram às guerras contra os Persas). Tal orientação, em contraste com o rumo anti-espartano pretendido por Temístocles, influenciou a política da liga délio-ática; no plano militar, conduziu a uma série de vitórias sobre os persas, primeiro, ao largo da Trácia (476-475) e, depois, derrotando Eurimedonte, em Panfília (469 ou 468). Deste modo, Címon assegurava o controlo, por parte de Atenas, do Egeu e consolidava a cidade como uma potência marítima.
O início do seu declínio começou com a derrota infligida pelos Trácios em Drabesco (464), durante a repressão por parte de Atenas da revolta de Taso, e com o insucesso da expedição enviada em auxílio dos espartanos durante a terceira guerra messénica (464). A oposição democrática, representada por Efialtes e Péricles, tentou acusá-lo de corrupção e conseguiu ostracizá-lo (461), banindo-o de Atenas por dez anos; além disso, uma vez desprestigiado o Areópago (Tribunal Supremo de Atenas), os poderes foram transferidos para a bulè.
Chamado de volta à pátria, em 451, num momento difícil para Atenas, Címon assinou com Esparta um armistício de cinco anos. Morreu durante o cerco a Chipre, para onde fora enviado por Péricles para retomar as hostilidades contra a Pérsia.
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