Companhia de Pernambuco e Paraíba

A segunda companhia pombalina monopolista a ser criada no Brasil foi a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, fundada em 1759, quatro anos depois da criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão. Esta companhia veio a ser ainda mais lucrativa do que a primeira. O seu capital era superior ao da anterior pois contava com mais de dois milhões de cruzados; os seus privilégios eram em tudo idênticos, embora se aplicassem às regiões de Paraíba e Pernambuco.
Tal como a sua congénere do Grão-Pará e Maranhão, esta companhia fomentou igualmente a agricultura, em especial a cultura de cacau. Tinha trinta navios ao seu dispor que iam buscar escravos e outros produtos, e exportavam para a Europa diversos géneros coloniais.
Entre 1778 e 1779, esta companhia, juntamente com a anterior, foi despojada dos seus privilégios reais, durante o governo de D. Maria I, que se assumiu como muito crítico relativamente a algumas políticas do Marquês de Pombal. De qualquer modo, estas organizações continuaram a desempenhar a sua atividade, embora agora como duas companhias ou sociedades particulares, com um menor peso no incremento do desenvolvimento económico da colónia brasileira.

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