Conferência de Bandung
A Conferência de Bandung realizou-se de 18 a 24 de abril de 1955, na Indonésia.
Nela participaram 27 estados (Afeganistão, Arábia Saudita, Birmânia, Camboja, Ceilão, República Popular da China, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, Irão, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Nepal, Paquistão, Síria, Turquia, República Democrática do Vietname, Vietname do Sul e Iémen do Norte), dois países que ainda não tinham conquistado a independência (Costa do Ouro, hoje, e Sudão) e ainda, como observadores, representantes de Chipre e do povo árabe da Palestina. Os princípios fundamentais defendidos nesta conferência foram a luta contra o colonialismo, o direito de todos os povos à autodeterminação, a luta pela independência e pela liberdade de escolha dos estados relativamente aos seus próprios sistemas políticos.
Nas vésperas da Conferência tiveram lugar diversos acontecimentos que influenciaram os trabalhos nela efetuados. Em 1954, a Índia e a China declararam, em conjunto, cinco preceitos fundamentais, com base nos quais se deveriam estruturar as relações indo-chinesas: coexistência pacífica, respeito recíproco pela integridade territorial e soberania de cada uma das partes, não agressão, não ingerência nos assuntos internos do outro signatário, igualdade e privilégios recíprocos no seu relacionamento. Por outro lado, em abril de 1955, a poucos dias da Conferência, realiza-se em Nova Deli um encontro de movimentos de opinião pública de 14 países da Ásia. Quando se realiza a Conferência de Bandung, a maioria dos países da Ásia já tinha conquistado a independência política. Também em África a luta de libertação nacional começava a despontar. É neste contexto sócio-político que surge a Conferência de Bandung, que, ao reunir diferentes correntes do mesmo movimento de emancipação, em fases diferentes de desenvolvimento, aproxima dois continentes e muitos povos.
Durante a Conferência, estabeleceu-se um compromisso entre os países alinhados e os não-alinhados que favoreceu a posição de não alinhamento. Nesta conferência, o conceito de "coexistência pacífica" foi substituído pelo conceito de tolerância, afirmando-se que "os países devem revelar tolerância e viver em paz uns com os outros como bons vizinhos". Defendeu-se, também, que a defesa coletiva não deveria ser utilizada nos interesses particulares de qualquer uma das grandes potências. Para além destas resoluções, os países não-alinhados fizeram incluir no documento da Conferência outros apelos importantes, como a redução de todas as forças armadas e armamentos, a necessidade de pôr fim a toda e qualquer forma de colonialismo e o reconhecimento do direito à auto-determinação dos povos.
A Conferência de Bandung marcou a chegada dos povos do Terceiro Mundo à cena política internacional. A partir desta altura, mais de metade da população do globo começou a atuar no palco internacional como força política ativa e com uma consciência de identidade coletiva mais madura.
Nela participaram 27 estados (Afeganistão, Arábia Saudita, Birmânia, Camboja, Ceilão, República Popular da China, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, Irão, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Nepal, Paquistão, Síria, Turquia, República Democrática do Vietname, Vietname do Sul e Iémen do Norte), dois países que ainda não tinham conquistado a independência (Costa do Ouro, hoje, e Sudão) e ainda, como observadores, representantes de Chipre e do povo árabe da Palestina. Os princípios fundamentais defendidos nesta conferência foram a luta contra o colonialismo, o direito de todos os povos à autodeterminação, a luta pela independência e pela liberdade de escolha dos estados relativamente aos seus próprios sistemas políticos.
Nas vésperas da Conferência tiveram lugar diversos acontecimentos que influenciaram os trabalhos nela efetuados. Em 1954, a Índia e a China declararam, em conjunto, cinco preceitos fundamentais, com base nos quais se deveriam estruturar as relações indo-chinesas: coexistência pacífica, respeito recíproco pela integridade territorial e soberania de cada uma das partes, não agressão, não ingerência nos assuntos internos do outro signatário, igualdade e privilégios recíprocos no seu relacionamento. Por outro lado, em abril de 1955, a poucos dias da Conferência, realiza-se em Nova Deli um encontro de movimentos de opinião pública de 14 países da Ásia. Quando se realiza a Conferência de Bandung, a maioria dos países da Ásia já tinha conquistado a independência política. Também em África a luta de libertação nacional começava a despontar. É neste contexto sócio-político que surge a Conferência de Bandung, que, ao reunir diferentes correntes do mesmo movimento de emancipação, em fases diferentes de desenvolvimento, aproxima dois continentes e muitos povos.
Durante a Conferência, estabeleceu-se um compromisso entre os países alinhados e os não-alinhados que favoreceu a posição de não alinhamento. Nesta conferência, o conceito de "coexistência pacífica" foi substituído pelo conceito de tolerância, afirmando-se que "os países devem revelar tolerância e viver em paz uns com os outros como bons vizinhos". Defendeu-se, também, que a defesa coletiva não deveria ser utilizada nos interesses particulares de qualquer uma das grandes potências. Para além destas resoluções, os países não-alinhados fizeram incluir no documento da Conferência outros apelos importantes, como a redução de todas as forças armadas e armamentos, a necessidade de pôr fim a toda e qualquer forma de colonialismo e o reconhecimento do direito à auto-determinação dos povos.
A Conferência de Bandung marcou a chegada dos povos do Terceiro Mundo à cena política internacional. A partir desta altura, mais de metade da população do globo começou a atuar no palco internacional como força política ativa e com uma consciência de identidade coletiva mais madura.
Partilhar
Como referenciar
Conferência de Bandung na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$conferencia-de-bandung [visualizado em 2026-06-06 05:37:02].
Outros artigos
-
ÁfricaÉ o segundo maior continente. Tem uma área de 30 217 000 km2 e ocupa 1/5 do solo terrestre. Atravess...
-
ChinaGeografia País da Ásia Oriental, oficialmente designado por República Popular da China. É o terceiro...
-
ÍndiaGeografia País do Sul da Ásia. Faz fronteira com o Paquistão, a noroeste, com a China, o Nepal e o B...
-
PalestinaRegião do Médio Oriente, também conhecida por Judeia e Terra Santa, encontra-se historicamente ligad...
-
ChipreGeografia País insular do mar Mediterrâneo. Situada na parte oriental do mar Mediterrâneo, a sul da ...
-
SudãoGeografia País da África Oriental. Atravessado pelo rio Nilo, abrange uma área de 2 505 810 km2, sen...
-
Costa do OuroA Costa do Ouro ou Costa da Mina, conforme foi inicialmente denominada, foi descoberta pelo mercador...
-
IémenGeografia País da Ásia. Situado no extremo sudoeste da Península Arábica, abrange uma área de 527 97...
-
VietnameGeografia País do Sudeste Asiático. O Vietname ocupa a parte oriental da península da Indochina e te...
-
TurquiaGeografia País do Sudoeste da Ásia e do Sudeste da Europa. A parte europeia da Turquia faz fronteira...
ver+
Partilhar
Como referenciar 
Conferência de Bandung na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$conferencia-de-bandung [visualizado em 2026-06-06 05:37:02].