Controvérsias e Estudos Literários (1875-1878)

Coletânea de textos críticos dispersos pela imprensa, datada de 1878, em que o autor reconhece uma certa unidade, considerando o livro "um corpo de doutrina" e "profissão de fé". Dos vários artigos salientam-se "Gustavo Planche e o Romantismo", onde Silva Pinto elogia o crítico francês por ter introduzido a "crítica das ideias" e "João de Deus. Lutas literárias. Cesário Verde. Carta de Guilherme Braga", em que o autor examina a poesia portuguesa contemporânea, detendo-se sobre as obras de Guilherme Braga, Teófilo Braga, Antero de Quental, Guilherme de Azevedo, Guerra Junqueiro, Gomes Leal, João de Deus e Cesário Verde, e sustentando que "condenar Proudhon e a poesia social, que a espaços nele se inspira, em nome do lirismo, é tão falso como agredir o lirismo em nome do Socialismo ou das ciências exatas" - afirmação que repetiria textualmente em outro ensaios. Textos sobre Latino Coelho, Guiomar Torrezão e António Enes, os artigos "O 'Hamlet' e a régia tradução", "Eu e a crítica palaciana" (ambos sobre as traduções de Shakespeare feitas por D. Luís), "Do romance histórico. O 'Cristão Novo' por Diogo de Macedo", "O selo da roda por Pedro Ivo", "Celestina de Paladini" e "Balzac em Portugal" compõem o restante do volume.
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