D. Isabel (1503-1539)

Princesa portuguesa, nascida em Lisboa a 24 de outubro de 1503, era filha de D. Manuel I de Portugal e de D. Maria, filha dos reis castelhanos Fernando e Isabel (conhecidos como os Reis Católicos).
Da sua educação se encarregou o padre Álvaro Rodrigues, que mais tarde foi seu capelão particular.
Casou com imperador Carlos V, seu primo, a 1 de março de 1526, em Sevilha. O dote de D. Isabel ascendeu aos 900 000 cruzados, e a ocasião foi muito celebrada e foi emitida uma medalha comemorativa, com a representação dos cônjuges. O pintor italiano Ticiano foi encarregue pelo imperador de pintar um retrato da sua mulher, de beleza reconhecida. Esta formosura era tal que fez com que a insígnia de D. Isabel fossem as Três Graças.
Deste casamento nasceram: Filipe, I de Portugal e II de Espanha (viveu de 1527 a 1598), Maria (nasceu em 1528 e faleceu em 1603), Fernando, João (morreu em 1538) e Joana (que viveu entre 1535 e 1573 e foi mãe de D. Sebastião).
Nas diversas ocasiões em que o marido se teve de ausentar, foi D. Isabel que regeu o reino castelhano, tendo neste âmbito assinado o Tratado das Molucas com o reino de Portugal.
D. Isabel morreu ao dar à luz, a 1 de maio de 1539, em Toledo. Foi sepultada em Granada e pouco tempo depois, o marido retirou-se para um mosteiro, deixando de parte as glórias terrenas. A 4 de fevereiro de 1574 os seus restos mortais foram transferidos para o Mosteiro do Escorial.
Conta a tradição que São Francisco de Borja (então valido de Carlos V, com os títulos de marquês de Lombay e duque de Gândia) decidiu, ao ver o cadáver desfigurado de D. Isabel, tornar-se religioso, passando a servir um senhor espiritual, que não faleceria.
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