Daniel Day-Lewis

Ator britânico, Daniel Michael Blake Day-Lewis nasceu a 29 de abril de 1957, em Londres, no seio de uma família com largas tradições cinematográficas. Começou por estudar Artes Dramáticas na Old Vic Bristol School e fez a sua estreia no cinema com Sunday, Bloody Sunday (Domingo, Maldito Domingo, 1971).
Depois de alguma experiência como ator shakespeariano, desempenhou pequenos papéis em filmes como Gandhi (1982) e The Bounty (Revolta no Pacífico, 1984). O seu primeiro papel de destaque foi em My Beautiful Laundrette (A Minha Bela Lavandaria, 1985), encarnando Johnny, um jovem homossexual. Depois foi dirigido por James Ivory em A Room With a View (Quarto Com Vista Sobre a Cidade, 1986) e foi o protagonista da adaptação da obra-prima de Milan Kundera The Unbearable Lightness of Being (A Insustentável Leveza do Ser, 1988). O seu papel seguinte mereceu o Óscar para Melhor Ator: como Christy Brown, um pintor tetraplégico e com paralisia cerebral em My Left Foot (O Meu Pé Esquerdo, 1989), Lewis comoveu as plateias e deu provas da sua capacidade dramática.
Durante três anos, recusou papéis cinematográficos, dedicando-se à sua faceta de ator teatral como protagonista de Hamlet no National Theatre de Londres. Devido a um esgotamento cerebral, foi forçado a abandonar a peça já perto do seu encerramento. Resolveu então abraçar um projeto pessoal com bons resultados a nível comercial: uma adaptação para o cinema do romance de James Fenimore Cooper, The Last of the Mohicans (O Último dos Moicanos, 1992). De seguida, trabalhou com Martin Scorsese em The Age of Innocence (A Idade da Inocência, 1993), um drama situado na Nova Iorque de 1870 em que Lewis desempenha o papel do advogado Newland Archer, que, comprometido com uma jovem de boas famílias (Winona Ryder), envolve-se com uma mulher divorciada (Michelle Pfeiffer), causando grande escândalo entre a sociedade conservadora. Regressou depois a solo britânico, filmando na Irlanda In The Name of the Father (Em Nome do Pai, 1993). O seu desempenho enquanto Gerald Conlon, prisioneiro político injustamente acusado de terrorismo pela polícia britânica, mereceu-lhe uma nomeação para o Óscar.
Os seus filmes seguintes The Crucible (As Bruxas de Salém, 1996) e The Boxer (1997) não foram tão bem sucedidos comercialmente. No entanto, em 2002, foi um dos protagonistas do filme de sucesso Gangs of New York (Gangs de Nova Yorque), pelo qual recebeu nova nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Seis anos mais tarde, pelo seu desempenho no filme There Will Be Blood (Haverá Sangue, 2007), do realizador Paul Thomas Anderson, recebeu o Óscar de Melhor Ator Principal.
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