Deportação Israelita para a Babilónia

Sob o reinado de Nabucodonosor II (605-562 a. C.), filho do rei da Babilónia Nabopalassar, que fundou a dinastia Caldaica da Babilónia, iniciou-se um período de grandes conquistas. Nabucodonosor II, detentor de grandes qualidades, foi o responsável pela consolidação da fundação do Império Caldaico ou Neobabilónico, iniciado por seu pai. Durante o seu reinado empreendeu diversas campanhas que lhe renderam fama e glória. Em 605, pouco tempo antes da morte de seu pai e ainda como príncipe, venceu o Faraó Necau II, aliado dos Assírios, em Karkemish. Neste mesmo ano, uma sublevação do reino de Judá, levou Nabucodonosor II a apoderar-se de Jerusalém, empreendendo uma guerra crua com este reino, destruindo esta cidade e ordenando a primeira deportação de Judeus para o cativeiro, na Babilónia. Porém, o rei de Judá, Joaquim, aliou-se ao Egito e revoltou-se contra o domínio babilónico. Nabucodonosor II apoderou-se, novamente em 597, de Jerusalém e deu início à segunda e mais importante deportação de judeus, colocando um homem da sua confiança, Sedecias, no trono de Judá. Contudo, este resolveu fazer um jogo duplo e aliou-se a Tiro e aos egípcios numa liga entre potências. Cercado durante alguns meses, Nabucodonosor II resolveu apoderar-se de Jerusalém pela terceira vez, dando origem à terceira e última deportação de judeus para a Babilónia (586). A partir daqui e até à sua morte, Nabucodonosor II reestabeleceu a paz e foi o responsável pela reconstrução das cidades destruídas e pelo restabelecimento das tradições do Império Hamurábi, restituindo à Babilónia o carácter grandioso de uma grande civilização. Só em 536 é que os judeus deportados regressaram a Jerusalém.

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