deteção remota

A Deteção Remota consiste num conjunto de técnicas que permitem obter informação sobre um objeto, sem estar em contacto direto com esse objeto. Um sistema de deteção remota envolve vários elementos de recolha de imagem: a fonte de radiação; interação com a atmosfera; interação com o objeto; recolha da radiação pelo sensor; transmissão, receção e processamento; interpretação e análise e as aplicações. Na maior parte dos sistemas de deteção remota o Sol representa a fonte inicial de energia. No caso dos sensores ativos eles possuem a sua própria fonte de energia ou iluminação. Estes sensores emitem energia em direção à superfície terrestre, medindo o eco dessa energia resultante da interação com a atmosfera e com a superfície terrestre. São exemplos de sensores ativos o SAR, altímetros, radar, etc. Os sensores são capazes de detetar e registar energia em várias zonas do espetro, os de maior resolução conseguem detetar energia nas chamadas janelas atmosféricas. A região das micro-ondas corresponde a uma região muito interessante em deteção remota. A energia assim transmitida de e para a Terra é de natureza eletromagnética. De forma a que o sensor de deteção remota possa medir a energia refletida ou emitida por objeto à superfície, deve estar instalado numa plataforma aérea (aviões, satélites, Space Shuttle, sensores terrestres). No caso dos satélites, a sua órbita é escolhida de acordo com os objetivos da missão. Os sensores colocados em plataformas espaciais, por estarem muito longe da superfície da terra, visualizam uma área muito grande mas não permitem obter grande detalhe, tudo dependendo da resolução espacial dos sensores. Esta é tanto maior, quanto maior for a IFOV - Instantaneous Field of View, isto é, o campo de visão instantânea do sensor. O IFOV corresponde ao cone angular de visibilidade do sensor num dado instante. A energia eletromagnética é detetada de duas formas: fotográfica ou digital. O satélite Landsat lançado pela primeira vez em 1972, com tecnologia totalmente digital, tem como objetivo a observação e monitorização do nosso planeta. Outros satélites muito conhecidos são: os SOPT, operados pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais em França, o primeiro foi lançado em 1986; o satélite EO-I foi lançado pela NASA em 2000; os IRS, correspondem a satélites indianos e os dois primeiros foram lançados em 1988. A partir dos anos 90 iniciou-se o lançamento de uma série de satélites para recolher imagens de elevada resolução espacial, em geral, da responsabilidade de consórcios comerciais é o caso do IKONOS, QUICKBERD, TERRA (AM-1) lançado pela NASA, TERRA-ASTER japonês, etc. Existem ainda satélites oceanográficos (ERS e ENVISAT) e meteorológicos (GOES, METEOSAT, entre outros).
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