Do Fundo do Coração

Filme norte-americano que mistura a comédia romântica com o musical, One From the Heart foi realizado em 1982 por Francis Ford Coppola. O argumento foi escrito por Armyan Bernstein, um dos produtores do filme. Contou com interpretações de Frederic Forrest, Teri Garr, Raul Julia e Nastassja Kinski. As canções foram compostas por Tom Waits, que obteve a nomeação para o Óscar de Melhor Música. A fotografia, fabulosa, foi da autoria de Ronald Vítor Garcia e Vittorio Storaro.
Inicialmente pensado por Coppola para ser um filme musical romântico intimista de baixo orçamento, filmado em Las Vegas, acabou por ter um custo elevado: 27 milhões de dólares. Inteiramente filmado nos estúdios da "American Zoetrope", propriedade de Coppola, o filme teve muita publicidade à volta das técnicas de produção utilizadas. Coppola utilizou equipamento de vídeo experimental para filmar e montar o filme, que tem cenários magníficos e complexos movimentos de câmara.
A história é passada em Las Vegas no dia 4 de julho, quando o casal Hank (Frederic Forrest) e Franny (Teri Garr) fazem cinco anos que vivem juntos. Apesar de terem planeado festejar, acabam por discutir e parece que já não são capazes de continuar a viver juntos. As desilusões e a rotina instalaram-se e a relação vive uma crise, tornando-se um momento de impasse. Um tempo para se questionarem sobre de que é feita a relação dos dois. Separam-se e cada um conhece por um breve momento, num sonho muito real, o seu par imaginado. Hank conhece uma linda artista de circo chamada Lelila (Nastassja Kinski) e Franny conhece Ray (Raul Julia), um charmoso cantor/ator, empregado de mesa nas horas vagas. Apesar dos seus novos "amantes" parecerem maravilhosos, não passam de um sonho breve. Ambos os provocam com sonhos e fantasias fantásticas. Será que o amor vence uma paixão breve? O filme é essencialmente sobre as complexidades do coração humano. A procura de Hank e Franny por novos amores só lhes fazem descobrir que continuam a amar-se e decidem tentar de novo.
O filme foi alvo de más críticas, muitas delas acusando uma falta de envolvimento emocional com o filme e a pouca espontaneidade dos atores. Uma preocupação excessiva de Coppola com os resultados técnicos em detrimento da questão mais humana. Acabou também por não entusiasmar o público, apesar de se ter tornado num filme de culto.
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