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Douglas Slocombe
Diretor de fotografia inglês, Douglas Slocombe nasceu a 10 de fevereiro de 1913, em Londres. Começou a sua carreira como fotojornalista para as revistas Life e Paris-Match. Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se operador de câmara de documentários sobre a guerra, como The Big Blockade (1940). Depois da guerra, trabalhou nos estúdios Ealing onde, em 1945, teve a sua estreia como diretor de fotografia no drama, ainda a preto e branco, Painted Boats, de Charles Crichton, a que se seguiu Dead of Night, no mesmo ano e do mesmo realizador, com quem voltaria a trabalhar na comédia Hue and Cry (1947). Ainda em 1947, colaborou com Romney Marsh no filme The Loves of Joanna Godden e, no ano seguinte, trabalhou com Robert Hamer no filme It Always Rain on Sunday, um thriller sobre um condenado que foge da prisão. Em 1949, trabalhou novamente com Robert Hamer no filme Kind Hearts and Coronets, aclamado pela crítica e pelo público e, dois anos depois, colaborou nas comédias The Lavender Hill Mob (Roubei Um Milhão), de Charles Crichton, e The Man in the White Suit, ambas com Alec Guiness no principal papel.
Nos anos 60, contribuiu para filmes como The L-Shaped Room (1963), de Bryan Forbes, protagonizado por Leslie Caron, e The Servant (O Criado, 1963), realizado por Joseph Losey, numa adaptação do romance de Robin Maugham, pelo qual ganhou o BAFTA para Melhor Fotografia e o prémio da mesma categoria da sociedade britânica de diretores de fotografia.
Em 1967, trabalhou com Roman Polanski no clássico de comédia de terror The Fearless Vampire Killers (Por Favor Não Me Morda o Pescoço) e, em 1972, em Travels with My Aunt (Viagens com a Minha Tia), de George Cukor, uma adaptação do romance de Graham Greene, pelo qual recebeu a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Fotografia, sendo ainda nomeado para o BAFTA da mesma categoria. Trabalhou depois em Jesus Christ Superstar (Jesus Cristo Superstar, 1973), a versão para cinema do musical sobre as últimas semanas da vida de Jesus Cristo, pelo qual foi nomeado para o BAFTA de Melhor Fotografia e recebeu o prémio da sociedade britânica de diretores de fotografia. No ano seguinte, colaborou em The Great Gatsby (O Grande Gatsby), adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald do realizador Jack Clayton, com Robert Redford no papel principal. Por este trabalho, voltaria a ganhar o BAFTA para Melhor Fotografia.
Em 1977, trabalhou com Fred Zinnemann no drama clássico Júlia, baseado no romance autobiográfico de Lillian Hellman, com Jane Fonda e Vanessa Redgrave nos principais papéis. Por ele, foi nomeado para o Óscar de Melhor Fotografia e ganhou o BAFTA da mesma categoria, entre outros prémios.
Colaborou posteriormente com Steven Spielberg na sua trilogia de aventuras do Indiana Jones: Raiders of the Lost Ark (Os Salteadores da Arca Perdida, 1981), pelo qual recebeu a terceira nomeação para o Óscar de Melhor Fotografia; Indiana Jones and the Temple of Doom (Indiana Jones e o Templo Perdido, 1984), nova nomeação para o BAFTA de Melhor Fotografia, e Indiana Jones and the Last Crusade (Indiana Jones e a Grande Cruzada, 1989).
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