Edfu

Conhecida pelos antigos egípcios como Djeb ou Tbot, na época grega como Apolinópolis Magna e pelos coptas como Atbo, Edfu situa-se a Norte de Assuão, na margem esquerda do rio Nilo e foi capital do segundo nomo do Alto Egito. Uma vez que se situava geograficamente após as cidades estratégicas de Assuão e Elefantina, foi, tal como estas, um assentamento estratégico para a resistência aos ataques núbios, tendo, como consequência, as suas defesas sido reforçadas durante o Segundo Período Intermediário, pelos reis de Tebas.
Durante as pesquisas arqueológicas efetuadas em Edfu, foram encontrados restos de mastabas do Império Antigo e uma casa da época bizantina (entre outros vestígios da mesma altura), sendo o edifício mais representativo da cidade o templo de Hórus, construído na época ptolemaica sobre um outro mais antigo. Este templo, datado de entre 237 a. C. e 57 a. C., período que se inicia com o reinado de Ptolemeu III e termina com o de Ptolemeu XII, notabiliza-se por ser um dos mais bem preservados do Egito, introduzido por duas estátuas colossais do falcão Hórus em granito negro e pelo pílon de Ptolomeu XII. Compõe-se de um pátio chamado de Ptolomeu X, a fachada da pronaos, a pronaos propriamente dita, a segunda sala hipóstila, a câmara das ofertas, o vestíbulo, o santuário e finalmente um nilómetro. As paredes do templo incluem a história de Hórus, que se crê ter sido representada ritualmente nesta cidade. Dada a proeminência local deste deus, o emblema da cidade era um falcão e um trono.
Próximo ao templo de Hórus foi descoberta uma inscrição com o nome do rei Djet da Dinastia I (cerca de 2980 a. C.), além da necrópole do início do Período Dinástico. Escavaram-se ainda mastabas do Império Antigo e Primeiro Período Intermediário e ruínas que se pensa pertencerem à antiga cidade de Djeba.
Como referenciar: Edfu in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-21 08:06:10]. Disponível na Internet: