Elizabeth Taylor

Atriz de cinema norte-americana, nasceu em 27 de fevereiro de 1932, em Londres, e faleceu a 23 de março de 2011. Filha de negociantes de arte, a sua família viveu em Inglaterra até 1939, ano em que, devido ao conflito mundial, regressaram aos Estados Unidos. Um amigo da família, que era agente de talentos, reparou na beleza da jovem Elizabeth e arranjou-lhe um casting. Os produtores gostaram da sua inocência e naturalidade e ofereceram-lhe um pequeno papel no filme There's One Born Every Minute (O Rei das Vitaminas, 1942). Contratada pela MGM, celebrizou-se como uma das mais requisitadas atrizes infantis, tendo participado no famosos Lassie Come Home (O Regresso, 1943) e National Velvet (A Nobreza Corre nas Veias, 1944). À medida que ia entrando na maturidade, Elizabeth ia emprestando uma leve sensualidade às suas interpretações, tal como em Father of the Bride (O Pai da Noiva, 1950), A Place in the Sun (Um Lugar ao Sol, 1951) e Ivanhoe (1952). A sua grande oportunidade surgiu quando contracenou com os seus grandes amigos Rock Hudson e James Dean no épico The Giant (O Gigante, 1956). Taylor demonstrava assim ao público a sua versatilidade dramática, tendo reforçado essa ideia com as quatro sucessivas nomeações para o Óscar de Melhor Atriz pela sua prestação em Raintree Country (A Árvore da Vida, 1957), Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Telhado de Zinco Quente, 1958), Suddenly, Last Summer (Bruscamente no Verão Passado, 1959) e Butterfield 8 (O Número do Amor, 1960). Foi com este último que arrecadou o seu primeiro Óscar, numa exigentíssima personagem de prostituta da alta roda. Esteve três anos sem filmar, alegando falta de qualidade dos projetos que lhe chegavam à mão. Regressou em grande estilo no histórico Cleopatra (Cleópatra, 1963). Durante as acidentadas rodagens, apaixonou-se pelo ator Richard Burton, que interpretava o papel de Marco António. Burton foi o grande amor da sua vida, tendo protagonizado um mediático e conturbado idílio, com dois casamentos e outras tantas separações. Tanto na vida real como na tela, formavam um par eletrizante, tendo ambos arrancado aquelas que foram porventura as melhores interpretações das suas carreiras no drama psicológico Who's Affraid of Virginia Woolf? (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, 1966). Porém, na noite dos Óscares, os dois tiveram destinos diferentes. Enquanto Burton se ficou pela nomeação, Elizabeth venceu o Óscar para Melhor Atriz, suplantando na corrida Anouk Aimée e Vanessa Redgrave. Daí para a frente, Taylor conciliou o cinema com os trabalhos televisivos. Embora as suas interpretações não fossem tão incisivas, continuou a receber o apoio do público por trabalhos como Night Watch (A Noite dos Mil Olhos, 1973) e a série televisiva North and South (Norte e Sul, 1985). Em 1985, liderou uma cruzada contra a SIDA, doando milhões para a investigação da doença, abalada pela morte de Rock Hudson. Em 1994, fez notícia quando regressou ao cinema num pequeno papel em The Flintstones (Os Flintstones, 1994), interpretando a sogra de Fred. Em 1997, os seus milhões de fãs temeram pela sua vida quando foi operada a um tumor no cérebro. Apesar de a operação ter sido um êxito, a atriz ficou com algumas mazelas permanentes, nomeadamente dificuldades de locomoção que afetaram a sua vida profissional.
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