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Esparta: Declínio da Cidade-Estado
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Esparta iniciou o seu declínio no mundo grego por volta de 479 a. C., em resultado da corrupção e das ambições desmedidas de chefes espartanos notáveis, como é o caso de Pausânias, Leotíquides, das investidas do ateniense Temístocles, do aumento do fosso entre os espartanos (Homoioi) e as classes politicamente menos favorecidas (Periecos e Hilotas) e da crescente importância da Confederação de Delos, chefiada por Atenas. Estas circunstâncias levaram ao descrédito de Esparta perante as outras comunidades gregas, culminando com o afastamento de Esparta do comando da frota grega que passou para o domínio de Atenas, a sua principal inimiga, dando-se início à hegemonia ateniense.

A partir daqui, Esparta enceta uma guerra contra Atenas, conflito que irá durar mais de uma década, até que em 446 a. C. foi estabelecida a paz entre a Liga do Peloponeso e a Confederação de Delos. Porém, como Atenas prosseguia com a sua política imperial, Esparta funcionava como protetora das liberdades gregas que Atenas, constantemente, ameaçava. Assim, em 431 a. C., as duas cidades defrontaram-se naquela que ficou conhecida como a Guerra do Peloponeso.

Após investidas de sucesso para ambas as partes, esta guerra terminou em 404 a. C., com a vitória de Esparta, sob o comando de Lisandro, que funda o governo dos Trinta Tiranos, dando início à hegemonia espartana. Porém, uma nova cidade começou a ameaçar esta hegemonia: Tebas. Sentindo-se ameaçados, os espartanos atacam Tebas de surpresa, em 382 a. C., acabando por sair derrotados, em 371 a. C. e 362 a. C., sob o comando do general Epaminondas. A estrutura social de Esparta acabou por ser afetada por estes conflitos e a sua preponderância política e militar é eclipsada, dando-se início à hegemonia tebana.

Para além da morte de muitos espartanos nestas campanhas, as antigas leis de combate à riqueza caíram em desuso, por volta do século IV a. C., surgindo um tipo de capitalismo agrário. Além disso, a Messénia (370-369 a. C.) restaurou a sua independência pelas mãos de Epaminondas.

No século III a. C., foram feitas duas tentativas de restaurar a antiga ordem pelo rei Ágis IV (244-241 a. C.) e pelo rei Cleómenes III (235-222 a. C.), mas enfrentaram a oposição das outras cidades gregas, o que levou a que a Liga Aqueia pedisse à Macedónia a sua ajuda. Esparta foi, assim, destruída na batalha da Selácia, em 222 a. C.

Após esta derrota, acabou por cair nas mãos dos tiranos Macânidas (211-206 a. C.) e Nábis (206-192 a. C.). Com este último, Esparta sofreu a derrota imposta por Flamínio em 195 a. C. e foi ocupada pelos Etólios em 192 a. C., onde acabou por ser obrigada a juntar-se à Liga Aqueia (188 a. C.), por Filopémen, sendo depois incorporada como civitas federata e livre na província romana de Aqueia (146 a. C.). Apesar de tudo, debaixo da dominação romana, Esparta conheceu um período de paz e prosperidade, conservando as suas antigas tradições, no que diz respeito à educação da juventude, por exemplo.

Finalmente, acabou por se extinguir nas mãos dos godos sob o comando de Alarico, em 395 da era da Cristo. Na época bizantina, era conhecida pelo nome de Lacedemónia e, em 1204, durante o principado de Acaia, foi fortificada pelos latinos, sendo novamente votada ao abandono a partir da fundação de Mistra, em 1248.

De Esparta, apenas chegaram aos nossos dias as ruínas daquela que foi a maior potência militar da época grega, durante muitos séculos.

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Como referenciar
Esparta: Declínio da Cidade-Estado na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$esparta-declinio-da-cidade-estado [visualizado em 2026-06-16 09:41:02].

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