Expansionismo Soviético

No final da Segunda Grande Guerra era clara a divisão mundial em dois grandes blocos, sendo eles o comunista, sob o comando da URSS, e o capitalista, com os EUA na dianteira. O governo moscovita, com o fundamental apoio do Exército Vermelho, fez com que a progressiva expansão em direção à Europa Oriental, na conclusão da Segunda Guerra Mundial, criasse uma série de países (República Democrática Alemã, Hungria, Bulgária, Roménia, Polónia e Checoslováquia) subjugados por chefes ativamente comunistas em regimes monopartidários. Por outro lado, houve países comunistas que não foram tomados pela força e que adotaram esta vertente política por opção, resultado normalmente de uma revolução. Tal foi o caso da Mongólia (em 1924, depois de se tornar independente da China em 1921), primeiro Estado comunista fora da União Soviética e de Cuba. Aqui Fidel Castro, à cabeça de um grupo de guerrilheiros, derrubou o ditador Fulgencio Batista (pró-americano) em 1959 com o apoio do povo oprimido. Aconteceu o mesmo na China, em que a República Popular da China foi proclamada em 1949, após sangrentas lutas (sobretudo as batalhas da Manchúria e de Huaihai) entre o Partido Comunista Chinês, liderado por Mao Zedong, e o Kuomintang, partido nacionalista do regime de Chiang Kai Chek. No dia 29 de agosto de 1949 a União Soviética conseguiu testar a primeira bomba atómica, terminando com o monopólio detido pelos Estados Unidos. Por outro lado, em outubro desse mesmo ano, a entrada de Mao Zedong em Pequim à frente de um exército triunfante causou a subsequente (apesar de breve) aliança com a URSS e fez com que o mundo comunista se alargasse consideravelmente. Depois da derrota do regime de Tóquio em 1945, a Coreia do Norte ficou igualmente sob alçada de um regime comunista soviético liderado por Kim il Sung, ao contrário da Coreia do Sul, com uma ditadura de direita de fação americana.
A Guerra do Vietname (1965-1973), por seu lado, não impediu que os Estados Unidos contrariassem a expansão soviética e o efeito "dominó". A "Teoria dos Dominó" levou a que os americanos conjeturassem que se o Vietname soçobrasse ao Comunismo, todos os países do Sudeste Asiático seguiriam o seu caminho, tendo portanto empreendido tantos esforços na guerra por este território. De facto, também no Vietname se digladiavam em busca da independência e expansão a parte norte, comunista e dirigida por Ho Chi Minh, e a sul, apoiada pelos EUA.
Entre as vitórias mais retumbantes da expansão soviética contam-se Cuba, com a revolução de 1959, a Coreia do Norte, em 1953, o Vietname, em 1973, e Angola, em 1975.
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