Françoise Giroud

Jornalista francesa, Françoise Giroud nasceu a 21 de setembro de 1916, em Genebra, na Suíça, no seio de uma família de origem russa e turca. Assim, o seu nome de nascença era France Gourdji.
Aos 16 anos, já a viver em França, começou a trabalhar como secretária e empregada de uma livraria, tendo mais tarde sido argumentista de cinema. Trabalhou para realizadores como Marc Allegret e Jean Renoir.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi agente de ligação na Resistência Francesa, o que levou à sua prisão, em 1943 por parte da Gestapo, polícia política dos ocupantes nazis. Esteve então encarcerada em Fresnes. Após o final da guerra e consequente libertação do jugo alemão, dedicou-se ao jornalismo na revista feminina Elle, onde dirigiu a redação entre 1946 e 1953. Paralelamente, escrevia artigos para L'Intransigeant e France-Soir e fazia retratos de personalidades no France-Dimanche.
Em 1953, deixou a Elle e, juntamente com Jean-Jacques Servan-Schrieber, o seu amante, fundou a revista semanária L'Express, uma publicação inspirada nas norte-americanas Time e Newsweek. Neste periódico, desempenhou diversos cargos de responsabilidade ao longo de mais de vinte anos, até 1974.
Entretanto, em 1960, Françoise havia tentado o suicídio após o seu amante se ter divorciado, mas para casar com uma jovem escritora.
Em 1974, dedicou-se à vida política, na época em que Valéry Giscard d'Estaing era presidente de França. Foi secretária de Estado da Condição Feminina e ministra da Cultura. A sua faceta feminista, já evidente enquanto estava no L'Express, ficou patente na participação numa importante reforma feminista e na liberalização do aborto.
Sobre este período escreveu o livro La Comédie du Pouvoir (1977, A Comédia do Poder). A partir de 1977 foi vice-presidente do Partido Radical, função que desempenhou até 1979.
Em 1981, foi apoiante da candidatura de François Mitterrand à presidência da República.
A partir de 1992, passou a integrar o júri do prémio literário Fémina e, no ano seguinte, iniciou uma colaboração como editorialista de televisão no Nouvelle Observateur.
Ao longo da sua vida escreveu cerca de trinta livros, entre biografias e romances, sendo de destacar Le Bon Plaisir (1983), onde constou a história da filha ilegítima do presidente François Mitterrand.
Françoise Giroud faleceu a 19 de janeiro de 2003, com 86 anos, na sequência de uma queda que lhe provocou um traumatismo craniano.
Como referenciar: Françoise Giroud in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-19 22:28:09]. Disponível na Internet: