George Stevens

Realizador norte-americano, George Stevens nasceu a 18 de dezembro de 1904, em Oakland. Filho de um casal de atores (o seu pai Landers Stevens ganhou alguma notoriedade como ator do cinema mudo), cedo pisou os palcos teatrais. Ainda adolescente, ganhou um especial interesse pela fotografia. Com 17 anos, empregou-se em Hollywood como assistente de câmara, não demorando a ser promovido a cameraman principal, por influência do produtor Hal Roach, que o colocou a trabalhar em algumas comédias de Stan Laurel e Oliver Hardy como Two Tars (1928) e Big Business (1929). Em 1930, estreou-se como realizador, rodando duas curtas-metragens simultâneas: Ladies Last e The Kickoff. Foi nos estúdios da RKO que fez a sua primeira longa-metragem: The Cohens and Kellys in Trouble (1933). Entre 1933 e 1934, Stevens foi um dos realizadores mais profícuos de Hollywood realizando onze títulos. O seu primeiro filme de sucesso foi Alice Adams (Sonhos Dourados, 1935), onde fez uma recriação do dia a dia de uma pequena cidade americana cuja personagem principal (interpretada por Katherine Hepburn) tenta melhorar as suas condições de vida através de um casamento de interesse, acabando por se apaixonar por um rapaz humilde (Fred MacMurray). O realizador enveredou depois pelo musical, dirigindo a dupla Fred Astaire-Ginger Rogers em Swing Time (Ritmo Louco, 1936). As opções de Stevens resultavam bem em termos de bilheteira. Comprovou-o em Gunga Din (1939), um filme de aventuras desenrolado na Índia em finais do Século XIX e centrado na história de três sargentos ingleses (Cary Grant, Douglas Fairbanks Jr. e Victor McLaglen) que fogem da perseguição de uma quadrilha de guerrilheiros. Seguiram-se outros filmes que ajudaram a estabelecer uma sólida reputação à sua carreira: Woman of the Year (A Primeira Dama, 1942) foi o primeiro filme em conjunto do futuro casal Spencer Tracy e Katherine Hepburn e The More the Merrier (Gentes a Mais... Casas a Menos, 1943), que conferiu a Stevens a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi operador de câmara do exército americano, tendo filmado momentos cruciais como o desembarque do exército aliado nas praias da Normandia e a libertação dos prisioneiros judeus do campo de concentração de Dachau. Voltou ao ativo com I Remember Mama (O Seu Grande Mistério, 1948), um melodrama sobre um casal de imigrantes nórdicos que tenta iniciar uma nova vida na América. A década de 50 foi a mais frutuosa para Stevens. Venceu o seu primeiro Óscar por A Place in the Sun (Um Lugar ao Sol, 1951), um retrato cru da moral americana que venceu seis Óscares e que guindou ao estrelato os atores Montgomery Clift e Elizabeth Taylor. Seguiram-se Shane (1953), um clássico dos westerns sobre um herói solitário (Alan Ladd) que protege uma família das investidas de um poderoso fazendeiro, e aquela que foi considerada como a sua obra-prima: a saga The Giant (O Gigante, 1956), que retrata o confronto entre um barão de gado (Rock Hudson) e um milionário do petróleo (James Dean), que valeu a Stevens novo Óscar. A partir daí, rodou mais três filmes: The Diary of Anne Frank (O Diário de Anne Frank, 1959), The Greatest Story Ever Told (A Maior História de Todos os Tempos, 1965) e The Only Game in Town (Quando o Jogo É o Amor, 1970). Morreu em Lancaster a 8 de março de 1975, vítima de ataque cardíaco.
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