Giovanni Battista Belzoni

Aventureiro, explorador, caçador de tesouros do Egito dos Faraós, engenheiro hidráulico e egiptólogo italiano, Giovanni Battista Belzoni nasceu a 15 de novembro de 1778, em Pádua, e faleceu a 3 de dezembro de 1823, de desinteria, na aldeia de Gato, no Benim. Ficou famoso pela obtenção de uma vasta panóplia de antiguidades egípcias que conseguiu trazer para os museus e colecionadores da Europa.
Filho de um barbeiro, começou a sua carreira como artista de circo viajando pela Europa, chegando mesmo a atuar em Portugal, em 1812. Chegou ao Egito em 1815, onde tentou vender e implementar o projeto duma roda hidráulica, algo que, todavia, se revelou infrutífero. Acabou por enveredar por um negócio mais lucrativo relacionado com a escavação e o transporte de objetos antigos, de importância colecionística ou museológica. É hoje considerado como um dos responsáveis por alguns dos grandes saques e comércio clandestino de antiguidades no seu tempo. No ano de 1816 começou a trabalhar para Henry Salt, o Cônsul Geral Britânico no Egito. Começou por auxiliar no transporte do “jovem “Mémnon”, parte da estátua colossal de Ramsés II, junto a Tebas. Viajou pelo Vale dos Reis onde descobriu os túmulos de Amenhotep III, Ramsés I e Séti I. Foi o primeiro ser humano a entrar na pirâmide de Khafré, em Guiza, desde o século XXVI a. C.
Apesar dos seus métodos serem considerados um pouco ortodoxos, e em alguns casos até destrutivos, pelos arqueólogos modernos, os quais seguem outros parâmetros e modelos, Belzoni foi um pioneiro da Egiptologia. Com efeito, ele entusiasmou e encorajou os europeus a estudarem mais o Egito e as suas antiguidades. Para tal contribuiu também a exposição que realizou em 1821 no Egyptian Hall em Picadilly (Londres), e publicações que fez das suas descobertas, destacando-se o livro Narrative of the Operations and Recent Discoveries Within the Pyramids, Temples, Tombs, and Excavations in Egypt and Núbia (Londres, 1820).
No Grande Templo de Abu Simbel, Belzoni e um oficial naval britânico, denominado James Mangles, conceberam um plano que marcava as posições iniciais das estátuas. Depois de mais de oito anos de exploração ao longo do vale do rio Nilo, embarcou numa expedição pela Nigéria.
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