Granada (país)

Geografia
País das Caraíbas, pertencente às Pequenas Antilhas. A ilha de Granada situa-se entre o mar das Caraíbas e o oceano Atlântico a 160 km a norte da costa da Venezuela, nas chamadas Índias Ocidentais. Granada ocupa uma área de 344 km2 (incluindo as ilhas dependentes das Granadinas). As principais cidades são Saint George's, a capital, com 4300 habitantes (2004), Gouyave (3200 hab.) e Grenville (2300 hab.).
A sua origem vulcânica justifica o facto de o relevo da ilha ser montanhoso.
Clima
O clima é tropical, registando-se elevada pluviosidade nos pontos mais altos da ilha.

Economia
A economia de Granada tem no turismo e na agricultura as suas principais atividades, cujos rendimentos, contudo, não são suficientes para dispensar a ajuda financeira prestada pelo Reino Unido. As principais produções agrícolas são a banana, a maçã, o coco e a noz-moscada. Quanto ao turismo, conta com um forte apoio governamental, que inclui grandes investimentos ao nível das vias de comunicação. Os principais parceiros comerciais de Granada são os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a Alemanha e Santa Lúcia.

População
A população é de 89 703 habitantes (2006 est.), o que corresponde a uma densidade populacional de 260,17 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 22,08%o e 6,88%o. A esperança média de vida é de 64,87 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,738 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) não foi atribuído (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 96 000 habitantes. Em termos étnicos, os negros representam a maioria da população, com 85%, seguindo-se-lhes os mestiços (11%) e os indo-paquistaneses (3%). As religiões principais são o catolicismo (58%) e o protestantismo (38%). A língua oficial é o inglês.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 2,2.

História
A ilha de Granada foi descoberta por Cristóvão Colombo a 15 de agosto de 1498, sendo no entanto dominada pelos índios Caraíbas até à chegada dos Franceses em 1650. A Coroa francesa passou a ter controlo efetivo na ilha a partir de 1672. A Inglaterra viria a expulsar os Franceses em 1762, sendo o domínio britânico sobre Granada formalizado em 1783. O fim do século XVIII ficou marcado pela importação maciça de escravos africanos para a ilha, o que explica a predominância da etnia negra na sociedade contemporânea de Granada. De 1885 a 1958, Granada foi a sede das ilhas Britânicas das Caraíbas, sendo posteriormente membro da Federação das Índias Ocidentais, que acabou em 1962. A 3 de março de 1967, Granada passou a ter um governo próprio, embora associado com a Inglaterra. Em agosto desse ano realizaram-se eleições gerais cujos resultados deram a vitória ao Partido Trabalhista Unido de Granada (GULP), liderado por Eric Gairy. Granada assumiu o estatuto de Estado independente, membro da Commonwealth, a 7 de fevereiro de 1974, data à qual se seguiu um período de instabilidade social e política que viria a estar na base do golpe de Estado levado a cabo pelo Movimento da Joia Nova em 1979, proclamando o Governo Revolucionário Popular (PRG) sob a liderança de Maurice Bishop. Este Governo, apesar da oposição dos governos ocidentais, iniciou um programa de recuperação económica que viria a ser interrompido em outubro de 1983, quando ocorreu um golpe de Estado militar durante o qual Bishop foi assassinado. Poucos dias depois, a 25 de outubro, os Estados Unidos invadiram a ilha, derrotando os golpistas e devolvendo o poder ao representante da Coroa britânica, o governador-geral Sir Paul Scoon. Até à realização de eleições, em dezembro de 1984, que deram a vitória ao Novo Partido Nacional de Herbert Blaize, o país foi governado por um Conselho Governativo encabeçado por Nicholas Braithwaite (por nomeação do governador), que viria a constituir o Congresso Nacional Democrático (NDC), o partido vencedor das eleições de março de 1990. Já em 1994, Braithwaite afirmou que não se candidataria às eleições gerais previstas para março de 1995, o que constituiu um rude golpe na já debilitada popularidade do NDC, derivada da política de austeridade praticada pelo Governo. Desde 22 de junho de 1995 o chefe do Governo é o primeiro ministro Keith Mitchell.
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