Guerra Civil Chinesa

Em 1927 a China e o Japão estavam envolvidos num conflito provocado pelo incidente da ponte Marco Polo e em 1938 o Japão controlava a maior parte do território nordeste da China e a área em torno de Guangzhou, na costa sudeste.
O Kuomintang, nacionalista e pró-ocidental, mudara a sua capital para Chongqing e o seu enfraquecimento tornava-se notório, sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto que a fação comunista sediada em Jan'an estava em franca expansão. No rescaldo do conflito mundial estes encontravam-se fortes e disciplinados.
A luta entre os comunistas e o Kuomintang rebentou em 1945, pouco depois do Japão se render, em resultado da ocupação da Manchúria. Em 1946 o general americano George C. Marshall negociou um pacto para estabelecer as tréguas, tentando reafirmar uma posição neutral pela suspensão da ajuda militar ao governo nacionalista, mas o conflito era já imparável, e em virtude do fracasso das negociações, Marshall deixou a China em janeiro de 1947. O conflito armado evoluíra para uma guerra civil e em 1948 os comunistas lideravam-no. No verão de 1949 a resistência nacionalista estava derrotada. Em setembro desse ano os chineses formaram a Chinese People's Political Conference, constituída por 662 membros. A Conferência elegeu o Central People's Government Council, que deveria funcionar como órgão de policiamento do Estado, quando a Conferência não estava em sessão. Mao Tsé Tung era o líder deste organismo.
Em outubro de 1949 foi oficialmente proclamado o novo regime, denominado República Popular da China.
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