Guerra Civil Salvadorenha

A guerra civil em El Salvador teve origem a partir do golpe de Estado militar, a 15 de outubro de 1979, que derrubou o Governo de Carlos Humberto Romero, político de direita, apoiado pelos Estados Unidos e pelos fazendeiros de café, que representavam as famílias mais ricas do país. Chegava ao fim a ditadura do Partido de Conciliação Nacional, no poder desde 1944. Em seguida instituiu-se uma nova junta de governação, formada pelos dois militares que lideraram o golpe (Jaime Abdul Gutiérrez e Antonio Arnoldo Majano) e por três civis. Dissolveram o Congresso e a Corte Suprema de Justiça. A 3 de janeiro de 1980 o Governo foi demitido e, em sequência, foi exigida por parte das forças armadas a democratização do país. Formou-se um governo do Partido Democrata-Cristão, que fixou condições à Junta para a solução do conflito. Paralelamente, a manifestação convocada pelas forças de esquerda, no dia 22 do mesmo mês, resultou num embate sangrento pelo qual foram responsabilizados os apoiantes de direita. A guerra civil acabou por surgir com o assassinato do arcebispo Óscar Arnulfo Romero, em março de 1980, homem que se destacava por pregar a paz e denunciar as injustiças sociais. A oposição das fações de esquerda e direita prolongou-se com sucessivos ataques, liderados pelo grupo armado de esquerda F.M.L.N. (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional). Durante a década de 80, o país viveu sob um clima de terror propagado pelos esquadrões de morte, alegadamente controlados pela Aliança Republicana Nacionalista (ARENA). Em 1991, iniciaram-se as conversações de paz, sob mediação da ONU, tendo-se chegado a um acordo que, além de reconhecer o FMLN como partido, propôs uma série de medidas conducentes à reconstrução e recuperação do país.
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