Guerra dos Seis Dias

Nome por que ficou conhecido o conflito armado, ocorrido entre 5 e 10 de junho de 1967, que opôs Israel e o Egito, estando este último incluído numa frente ao lado de países como Jordânia, Síria, Iraque, Koweit, Arábia Saudita, Argélia e Sudão

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Desde, pelo menos, o início do século XX que a situação política no Médio Oriente foi problemática, quer pelas tensões criadas entre os poderes autóctones e as potências coloniais ou administrantes, quer pelas tensões provocadas entre os vários países independentes que, entretanto, se foram formando. Após a Segunda Guerra Mundial, com a criação do estado de Israel no meio de um conjunto de estados de feição islâmica, a situação ganhou novos contornos

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A relação entre Israel e os seus vizinhos, que nunca foi totalmente pacífica, tornou-se mesmo o centro de muitas das tensões existentes, tendo sido neste contexto que a Guerra dos Seis Dias se inscreveu

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Os conflitos israelo-árabes tiveram lugar logo a partir de 1948, aquando da formação do Estado Israelita, tendo disputas territoriais como principais causas e o Egito como parte ativa nas ações militares. As relações entre Israel e o Egito ficariam posteriormente ainda mais fragilizadas por um outro conflito, desencadeado em 1956, que ficou conhecido por crise do Suez

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Na sequência de diversas ofensivas, com destaque para os bombardeamentos sírios de povoações israelitas, Israel abateu, em inícios de 1967, diversos aviões inimigos. Em resposta, o Egito mobilizou tropas para a fronteira, ameaçando desencadear nova invasão, e, em maio, fechou o acesso de Israel ao Mar Vermelho

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A aviação israelita, porém, numa operação relâmpago, eliminou a 5 de junho a aviação egípcia, apanhada de surpresa no solo. Em três horas, a guerra ficou praticamente resolvida. Dominando o ar, as forças israelitas, sob o comando do general Yitzhak Rabin, neutralizaram o exército inimigo em poucos dias

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Com esta vitória categórica, Israel impôs-se aos seus vizinhos árabes, conquistando os Montes Golan à Síria e os territórios de Jerusalém Oriental e a Faixa Ocidental à Jordânia, que tinha apoiado o Egito

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A supremacia israelita, porém, se foi afirmada, não tardaria a ser de novo posta em causa, em conflitos com os países árabes em 1973 e 1982. A própria presença de Israel nos chamados territórios ocupados foi repetidas vezes objeto de diversas rondas de negociações diplomáticas, nomeadamente para discutir a questão da Palestina

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