Guerras Bizantino-Seldjúcidas

Guerras que assolaram o Império Bizantino durante os séculos XI-XIII.
Em meados do século XI, o Império Bizantino encontrava-se bastante debilitado. As disputas pelo poder, os conflitos religiosos (inclusivamente com o Ocidente) e o surgimento de uma anarquia que durará cerca de 30 anos (grosso modo entre 1057-1080), durante os quais a oligarquia feudal anulou qualquer esforço de reforma por parte dos sucessores de Basílio II, colocam o estado numa posição de grande vulnerabilidade. Do exterior surgiam os mais variados perigos, provenientes de uma série de jovens e ambiciosas potências, como os Normandos das Duas Sicílias; os Sérvios e os Turcos Seldjúcidas (ou Selêucidas).
Fixemo-nos nestes últimos: um povo originário de uma tribo turcomana da Ásia Central, convertida ao islamismo no século X, os Ghuzz, conhecerão uma ascensão meteórica sob a liderança de Togrul-Beg, conquistador de grande parte dos atuais Irão e Iraque, protetor do califado de Bagdad, líder espiritual dos Suni e verdadeiro fundador deste Império Seldjúcida. Os seus sucessores, Alp Arslan e Malik Shah, prosseguirão a sua obra, estendendo largamente os seus domínios para a Síria, Palestina e Anatólia. Voltemos a Bizâncio, acossada por vários lados; do Norte, vinham os petchenegues, da Ásia Central os já citados seldjúcidas. Em 1071, Alp Arslan, 2.º sultão, herdeiro de Togrul, esmaga os exércitos bizantinos em Manzinkert e, durante o século XII, todos os domínios do Império Romano do Oriente na Anatólia são alvo dos ataques deste invasor. Embora, muito provavelmente, o objetivo primário dos turcos selêucidas não fosse Bizâncio, mas a eliminação da ameaça que para eles representavam os heterodoxos sxiitas fatimidas do Egito, o certo é que alguns membros da dinastia Seldjúcida procuram obter benefícios das vitórias conseguidas contra aqueles, estabelecendo o sultanato de Rum (capital Konya), que dominou a Anatólia Central nos séculos XII e XIII.
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