Hermann Josef Abs

Banqueiro alemão, Hermann Josef Abs nasceu a 15 de outubro de 1905.
Frequentou o curso de Direito e Ciências Económicas, mas abandonou os estudos porque desejava começar a trabalhar de imediato na banca. Em 1921 arranjou emprego num pequeno banco de Colónia, onde se destacou depois de passar com sucesso por diversos departamentos. Um dos fundadores do banco decidiu apoiar Abs e fez com que ele fosse trabalhar para Amesterdão, na Holanda. Esteve neste país entre 1923 e 1925 e a partir daí trabalhou, sucessivamente, em instituições financeiras de Inglaterra, Estados Unidos da América, Brasil, Argentina e Uruguai.
Em 1929 regressou ao seu país para trabalhar num dos mais conceituados bancos de Berlim, onde para além do seu talento negocial no setor da banca, demonstrou ser uma pessoa íntegra e de bom senso. Assim, em 1938 foi convidado para integrar o conselho de administração do Deutsche Bank, onde ficou responsável pelos negócios internacionais do mais poderoso banco germânico. Durante o período em que vigorou o regime nazi, Abs ajudou diversos empresários judeus, mas passou também pelas suas mãos ouro confiscado aos judeus e, posteriormente, enviado para contas na Suíça.
Após o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o banqueiro esteve preso pelas forças aliadas cerca de três meses, mas foi libertado depois de terem verificado que nada havia no seu passado que justificasse a detenção.
O talento negocial de Abs foi utilizado a partir de 1949 quando passou a chefiar o instituto responsável pela gestão na República Federal Alemã das verbas provenientes do Plano Marshall, programa financeiro norte-americano de apoio à reconstrução económica da Europa. Ainda nesse ano, tornou-se conselheiro pessoal de Konrad Adenauer, o chefe do governo alemão.
Dois anos depois foi designado para renegociar em Londres a dívida alemã do antes e pós-guerra, um processo que durou dois anos, mas que foi bem sucedido para Abs e, por consequência, para a Alemanha, que iniciou aí o seu processo de recuperação económica.
Em 1956 liderou o processo de reunificação do Deutsche Bank, que havia sido fracionado em três bancos após o final da guerra. Logo no ano seguinte, o banco voltou a ser o mais poderoso da Alemanha e regressou aos mercados internacionais.
Entretanto, Abs passou a acumular cargos de conselheiro fiscal em dezenas de grandes empresas alemãs. Ao mesmo tempo que era bastante influente nos meios políticos, empresariais e sindicais.
Em 1976, com 71 anos, retirou-se e foi eleito presidente honorário do Deutsch Bank. Viria a morrer em fevereiro de 1994, aos 88 anos de idade.
Como referenciar: Hermann Josef Abs in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-15 02:25:49]. Disponível na Internet: