Hideki Tojo

Militar japonês nascido a 30 de dezembro de 1884, em Tóquio, e falecido em 1948, por condenação à morte.
Em 1905 terminou o curso da Academia Militar Imperial, começando a trabalhar na secção de Infantaria como segundo tenente. Subindo na carreira militar, começou a partir de 1915 a lecionar na Escola de Guerra, ao mesmo tempo que ocupava o posto de oficial de Infantaria. Foi adido militar na Alemanha no final da Primeira Guerra Mundial e ascendeu ao cargo de general principal do Exército Kwantung (ou Kempeitai de Kantogun) em Manchukuo no ano de 1935 depois de se ter destacado na invasão da Manchúria. Transitou para o comando do dito Exército em 1937 e, no seguinte ano, tornou-se vice-presidente do Ministério da Guerra (em 1940 seria ministro da Guerra). Passou pelo cargo de inspetor-geral da Aviação do Exército (1938-1940) e dirigiu os serviços secretos japoneses, tendo estado também à frente do Departamento da Polícia Municipal Metropolitana de Tóquio (Keishicho). Foi primeiro-ministro de 14 de outubro de 1941 a 9 de julho de 1944 e sua foi a decisão de atacar os Estados Unidos da América (concretamente o ataque a Pearl Harbour, em dezembro de 1941) no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Esta foi contudo uma ação que lhe valeu a demissão, em julho de 1945, dada a proeminência das forças americanas sobre as japonesas e o lançamento das bombas atómicas em Nagasáqui e Hiroshima. Foi um apoiante convicto da Alemanha Nazi e acérrimo defensor do nacionalismo japonês, o que o levou ao longo da carreira a tentar construir e consolidar um império na Ásia, entrando em conflito com países próximos como a China e outros do Pacífico e do Sudeste asiático.
Hideki Tojo acabou por ser preso e julgado como criminoso de guerra por não respeitar a Convenção de Genebra, ao permitir que se maltratassem prisioneiros de guerra e ao praticar uma política agressiva de relação com o estrangeiro. Condenado no Processo de Tóquio, em 1946, morreu por enforcamento dois anos depois.
Como referenciar: Porto Editora – Hideki Tojo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-01-19 10:12:21]. Disponível em