Hussein I da Jordânia

O rei Hussein da Jordânia ficou conhecido como «um homem de paz».
Nasceu em Amman, na Jordânia, em 1935, descendente da família real "Hashemite". Após o assassinato do seu avô, o pai do rei Hussein abdicara do trono por sofrer de esquizofrenia e este assume o trono, tornando-se Hussein I da Jordânia com apenas 18 anos de idade.
No início do seu reinado, Hussein I dedicou-se a solidificar a base do seu poder. Nos primeiros anos do seu reinado, o jovem rei foi alvo de vários golpes e tentativas de assassinato, mas saiu sempre ileso. A nível externo, os conflitos que abalavam o Médio Oriente, não deixaram o monarca indiferente. Com cerca de 4 milhões de habitantes, a Jordânia tem fronteira com Israel, o Iraque, a Síria e a Arábia Saudita. As diferenças étnicas e religiosas estiveram na base da aliança estabelecida, em 1967, com o Egito e a Síria para atacar Israel. Foi o início da Guerra dos Seis Dias, na sequência da qual a Jordânia perdeu o controlo da cidade de Jerusalém.
Três anos mais tarde, em 1970, começaram as divergências com o líder palestiniano Yasser Arafat. Para ultrapassar as relações conflituosas entre os dois países, foram feitos diversos acordos ao longo dos anos.
A vida do rei Hussein sofreu alterações quando, em 1978, se casa pela quarta vez, com a americana Lisa Halaby, que ficou mais tarde conhecida como rainha Noor. Desta união nascem quatro filhos, aos quais se juntam os sete que o Rei já tinha dos casamentos anteriores.
A vida em família levou Hussein I a olhar para o mundo de maneira diferente e a interessar-se pelas boas relações com os seus vizinhos.
Se anteriormente lutava pelos seus interesses nacionalistas, começou a mudar de atitude e a fazer da paz a sua bandeira. Uma das decisões históricas foi a de, durante a Guerra do Golfo, não se ter colocado contra Saddam Hussein, recusando-se a condenar a invasão iraquiana do Koweit.
No entanto, um dos passos mais importantes tomado pelo monarca jordano foi o de assinar, em 1994, juntamente com o Primeiro Ministro israelita, Yitzhak Rabin, um tratado de paz que pôs fim a 46 anos de guerra entre os dois países.
Em 1992 foi-lhe diagnosticado um cancro. No início de 1999, o monarca entrou em estado de coma, vindo a falecer a 7 de fevereiro desse ano.
Para muitos analistas políticos, Hussein I da Jordânia conseguiu dar àquele país as condições necessárias para que futuramente não se tenham de enfrentar questões internas graves.
O Rei Hussein é igualmente tido como uma figura controversa da História, devido às circunstâncias em que governou, por ter mudado de atitude radicalmente e por ter decidido sobre questões que deram origem a algumas polémicas.
O futuro da Jordânia passa pela consolidação da paz iniciada por Hussein I, durante o seu mandato de 46 anos (o mais longo do Médio Oriente).
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