Independência da Polónia

No início do século XX, a Polónia encontrava-se dividida entre as diferentes potências europeias. Grande parte do país encontrava-se sob o jugo russo, perdendo, a pouco e pouco, todos os vestígios da antiga autonomia. Por seu turno, os Polacos, sob o domínio da Prússia, estavam também sujeitos a um programa de germanização, se bem que menos intenso do que o de russificação a que os seus compatriotas do Leste estavam submetidos. Distribuídos pelos exércitos da Rússia e das Potências Centrais, polacos combateram polacos quando deflagrou a Primeira Guerra Mundial. Naquilo que ainda restava da Polónia "livre" havia um debate intenso sobre que lado apoiar no conflito.
Em 9 de agosto de 1915, os alemães entram em Varsóvia; em 5 de novembro de 1916, as Potências Centrais, desejosas de atrair simpatias e efetivos para os seus exércitos, proclamam uma espécie de autonomia polaca, um estado polaco sem fronteiras, com um "conselho de estado" provisório sem qualquer tipo de autoridade; no entanto, no exterior as condições não eram favoráveis a uma aliança com Viena e Berlim. O "Comité nacional polaco", sediado em Paris, aproveitou a revolução russa em 1917 para se lançar na formação de um exército patriótico. Por esta altura, o Governo provisório russo reconheceu o direito polaco à autodeterminação, e, em Paris, os patriotas do "Comité" constituíam também um governo provisório. Em 10 de janeiro de 1918, o presidente americano Wilson, ao apresentar aquilo que entendia serem as condições ideais para uma paz futura, refere como elemento essencial a criação de um estado polaco independente, com acesso livre ao mar.
Após a derrota das Potências Centrais, o Governo provisório é entregue a Jozef Pilsudski no dia 14 de novembro de 1918; a Polónia caminhava para a independência, a qual é proclamada poucos dias depois. O "novo" país, a República da Polónia, tinha já formado em janeiro de 1919 o primeiro Governo polaco independente.
O Tratado de Versalhes, de junho de 1919, reconheceu o estatuto de nação independente à Polónia e garantiu-lhe a posse de uma pequena faixa de território, o chamado "corredor polaco", ao longo do Vístula até ao mar Báltico, largas secções de Posen (Poznan) e a Prússia Ocidental, bem como importantes direitos económicos na cidade livre de Danzig (atual Gdansk).
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