Jane Monheit

Cantora jazz norte-americana nascida a 3 de novembro de 1977, em Long Island. O meio no qual foi criada ajudou a fomentar o interesse pela música, uma vez que a tia e a avó eram cantoras profissionais, o pai toca banjo, a mãe esteve envolvida no teatro musical e o irmão dedica-se à guitarra elétrica. Na escola, Jane estudou Teoria da Música e clarinete, sempre com os olhos, e os ouvidos, postos no jazz e em Ella Fitzgerald, o seu maior ídolo. Em 1998, o segundo lugar num concurso de talentos vocais do Theolonius Monk Institute, em cujo júri pontuavam figuras como Diana Krall e Dee Dee Bridgewater, abriu as portas do sucesso a Jane Monheit. Com uma bolsa de 10 mil dólares para aprofundar a sua formação musical, Jane Monheit viu-se com meios para seguir a vocação que, desde cedo, revelara. Os clubes de Long Island foram os primeiros palcos de Jane Monheit, antes de Rick Montalbano, baterista de jazz e seu namorado, a ter convencido a tocar com o seu quinteto. Aluna da Manhattan School of Music, onde foi orientada por Peter Eldrige, um dos membros fundadores dos New York Voices, a artista assinou, no último ano do curso, um acordo com a editora N2K, que lhe garantia a gravação de um disco. Never Never Land, a estreia de Monheit nos álbuns, sai em maio de 2000. Aos 22 anos, a cantora estreava-se no mundo da música, apadrinhada por músicos de eleição, famosos no Mundo jazz, como Kenny Barron (piano), Ron Carter (baixo), Lewis Nash (bateria), Hank Crawford (saxofone) e Bucky Pizzarelli (guitarra). A audição do disco permitia destacar a voz doce e versátil de Jane Monheit.
Passando a ser agenciada pela mesma manager de Diana Krall, Jane Monheit recolhe os maiores aplausos pela sua interpretação dos clássicos. Come Dream With Me, o segundo disco, chega em 2001, e, não sendo tão bem acolhido pela crítica, garante à vocalista uma maior notoriedade, sobretudo na Europa. Neste álbum, a cantora volta a contar com a colaboração de Kenny Barron e destaca-se o virtuosismo das vocalizações de Jane, aventurando-se em tarefas de maior risco, como o dueto com Richard Bona, na versão de "A Case Of You" de Joni Mitchell, ou a versão de "Waters Of March", clássico de Tom Jobim.
O sucessor, In The Sun (2003), voltou a combinar temas clássicos do jazz, canções do repertório brasileiro e alguns originais.Uma nota de destaque para as versões de "Just Squeeze Me" (Duke Ellington), "Cheek To Cheek", "Começar de Novo" (de Ivan Lins, interpretado em português) e "Chega de Saudade" (Tom Jobim). O brasileiro Ivan Lins participa também num tema de sua autoria, "Once I Walked In The Sun".
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