jazigos minerais metamórficos

Os processos metamórficos, mesmo quando não há participação dos fluidos de circulação, podem provocar recristalização e reajustes mineralógicos importantes. Se os minerais resultantes são de interesse económico e se concentram em quantidade significativa, podem constituir jazigos minerais.
O que acontece, com maior frequência, é a dispersão, por metamorfismo, dos minerais no interior da rocha por ele afetada. Em consequência, são muito poucos os jazigos minerais em rochas metamórficas. Se o metamorfismo afeta jazigos minerais anteriormente formados, o efeito dispersante pode ser especialmente importante, pois o jazigo pode deixar de sê-lo depois de ter estado sujeito aos efeitos do metamorfismo regional. Contudo, noutros casos, pode haver um enriquecimento em determinado elemento químico. Assim, por exemplo, a atividade metamórfica, com um aumento significativo da temperatura em condições de pressão adequadas, pode levar à perda de dióxido de carbono num jazigo de siderite. A massa mineral passa a ser de hematite com um enriquecimento em ferro. Em qualquer caso, as alterações texturais são pronunciadas, particularmente em minerais frágeis. Por exemplo, a galena adquire textura gnéissica. Os minerais mais importantes formados por processos desta índole são: grafite, asbesto, talco, esteatite, silicatos de alumínio, granadas e corindo.
O talco é mesmo um silicato tipicamente metamórfico, primeiro termo da escala de Mohs e untuoso ao tato. O corindo, nono termo da escala de Mohs, forma-se, em geral, por metamorfismo de contacto.
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