Jean-Jacques Annaud

Realizador, argumentista e produtor francês nascido a 1 de outubro de 1943, em Draveil, Essonne. Antes de enveredar pela Sétima Arte, estudou literatura na Sorbonne. Começou por dirigir centenas de anúncios de televisão nos anos 60 e 70, antes de escrever e realizar o seu primeiro filme - Noirs et Blancs en Couleur (Pretos e Brancos a Cores) - para o grande ecrã, em 1976, baseado na sua experiência militar nos Camarões, em África. Este filme foi premiado com o Óscar do Melhor Filme Estrangeiro, apesar de ter tido pouco sucesso comercial. O seu filme seguinte, Coup de Tête (Golpe de Cabeça, 1979), preparou o terreno para que La Guerre du Feu (A Guerra do Fogo, 1981), sobre a busca do fogo de um homem primitivo, arrebatasse os Césares do Melhor Filme e do Melhor Realizador. A partir de então, foi considerado um realizador invulgar, que aceitou o desafio de levar às telas Der Name der Rose (O Nome da Rosa, 1986), adaptação do livro de Umberto Eco, protagonizado pelo carismático Sean Connery (César do Melhor Filme Estrangeiro em 1987). L'Ours (O Urso, 1989), praticamente sem diálogos e baseado na história da amizade de um urso e um Kodiak, obteve o César do Melhor Realizador. L'Amant (O Amante, 1992) chocou pela forma detalhada como levou para o ecrã os amores entre uma francesa e um chinês rico na Indochina francesa dos anos 20, numa adaptação da novela autobiográfica de Marguerite Duras. Wings of Courage (Asas da Coragem, 1995) antecedeu o famoso Seven Years in Tibet (Sete Anos no Tibete, 1997), que fez com que Annaud fosse declarado persona non grata pelo governo chinês e impedido de entrar na China. O seu filme mais recente é Enemy at the Gates (Inimigo às Portas, 2001), com Joseph Fiennes e Bob Hoskins.
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