lebre

Designação dos mamíferos roedores da família dos Leporídeos de que são conhecidas numerosas espécies e subespécies distribuídas pela Europa, África, Ásia e América. Duas espécies, a lebre-alpina (Lepus timidus) e a lebre-castanha (Lepus europaeus), estão conjuntamente com as subespécies, registadas na fauna europeia. A primeira espécie encontra-se entre os Alpes e a Escandinávia, e de inverno tem a pelagem branca, exceto na extremidade das orelhas que é negra. A segunda espécie distribui-se desde a Península Ibérica e Ilhas Britânicas pelo resto da Europa até à Ásia ocidental. A cor da lebre castanha é acinzentada no inverno
A lebre, que ao contrário do que se poderia pensar não é aparentada com o coelho, distingue-se deste pelo facto de não construir tocas, procurando abrigo entre a vegetação ou em pequenas depressões do terreno. Possui, também, uns pavilhões auditivos muito mais desenvolvidos. A lebre europeia tem um comprimento que oscila entre os 48 e os 70 centímetros, é um pouco maior que o coelho. O período de gestação da lebre é mais prolongado que o do coelho que é de 28 dias. Os nascituros da lebre nascem mais amadurecidos, com os olhos abertos e perfeitamente formados. O período de gestação da lebre é 42 dias nascendo uma a três crias. A lebre dá à luz 3 a 4 vezes por ano.
A lebre é um animal com atividade vespertina e noturna. Tem uma alimentação exclusivamente fitófaga: ervas, frutos, bagas silvestres e sementes de cereais.
Todas as espécies de lebres, mais de uma dúzia, a maioria africanas e asiáticas, apresentam um aspeto muito semelhante.
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