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Lenda dos Sete Ais

Destacado para ocupar o castelo de Sintra, D. Mendo de Paiva encontrou a princesa moura Anasir, que fugia com a sua aia, Zuleima.

A princesa, assustada, mandou um grito. Não obstante, D. Mendo mostrou intenção de não a deixar escapar, ao que a princesa mandou outro grito.
Sem lhe dar explicações, Zuleima pediu a Anasir para nunca mais soltar nenhum grito do género. Contudo, ao ver aproximar-se o exército cristão, a jovem soltou mais um.

D. Mendo decidiu escondê-las numa casa que tinha na região. Querendo levar Anasir no seu cavalo, ameaçou-a de a separar da sua aia se ela não acedesse. Em resposta, Anasir deixou escapar o quarto "Ai!".

Algum tempo depois de se instalar na casa, a princesa moura apaixonou-se por D. Mendo de Paiva. Um dia, a casa começou a ser rondada por mouros e Zuleima logo receou que fosse o antigo noivo de Anasir, Aben-Abed, que voltara para castigar a sua traição.

Zuleima confidenciou a D. Mendo que uma feiticeira lhe tinha dito que a princesa morreria ao pronunciar o sétimo "Ai!". Entretanto, Anasir, curiosa pela preocupação da aia em relação aos seus "Ais", exprimiu o quinto e o sexto consecutivamente.

Não muito depois, sete dias após a partida de D. Mendo para uma batalha, Aben-Abed surpreendeu Anasir. Ela soltou o sétimo "Ai!", ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria no peito.

Tomando conhecimento do sucedido e enlouquecido pela dor, D. Mendo de Paiva tornou-se no mais feroz caçador de mouros do seu tempo.
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