Luís Augusto Palmeirim

Poeta pertencente à geração ultrarromântica, de nome completo Luís Augusto Xavier Palmeirim, nascido a 9 de agosto de 1825, em Lisboa, e falecido a 4 de dezembro de 1893, na mesma cidade. Foi também deputado, jornalista, dramaturgo, crítico e tradutor. Proveniente de uma família de militares de alta patente, frequentou o Colégio Militar e tomou parte na rebelião da Maria da Fonte, entre 1846 e 1847, ao serviço da Junta do Porto, contra a ditadura de Costa Cabral. Foi censor do Teatro D. Maria II desde 1853 e diretor do Conservatório de Lisboa desde 1878 até à sua morte, para além de membro da Academia Real das Ciências e da Sociedade Escolástico-Filomática. Distinguiu-se como poeta, cultivando uma poesia popular de inspiração folclórica e temática cívica, influenciada pelo poeta francês Béranger. Para a popularidade dos seus versos - Lopes de Mendonça classificou-o "o mais popular dos nossos poetas modernos" -, frequentemente cantados nas ruas, recitados nos salões e nos teatros, muito contribuiu, para além do uso das rimas fáceis e dos metros tradicionais, a sua faceta real de "poeta-soldado", "poeta da liberdade", que se funde com a sua própria arte poética, por vezes explícita em fragmentos metatextuais da obra, onde proclama a "verdade" dos seus cantos, a "divina" missão da poesia, voltada para "Deus", a "pátria amada" e as "cem mil tradições que nos revela do seu passado". Participou na revista coimbrã O Trovador, deixando colaboração em vários outros periódicos como O Panorama, Revista Universal Lisbonense, Arquivo Pitoresco, Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, A Revolução de setembro e O Ocidente. Das suas obras, destacam-se a coleção Poesias (1851; quatro edições até 1864) e o interessante livro de memórias Os Excêntricos do meu Tempo.
Como referenciar: Luís Augusto Palmeirim in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-11 16:51:51]. Disponível na Internet: